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Sociedades de Elevado Crescimento: menos mas mais exportadoras

Entre 2009 e 2012 o número de Sociedades de Elevado Crescimento registou uma diminuição tanto ao nível do volume de negócios como no que diz respeito ao número de pessoas remuneradas. No entanto, em relação a outras sociedades, estas empresas são “tendencialmente mais exportadoras”. Por outro lado, o número de Sociedades Jovens de Elevado Crescimento, conhecidas como Gazelas, também registaram uma queda.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 07 de Abril de 2014 às 14:14
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O número de Sociedades de Elevado Crescimento (SEC) caiu entre os anos de 2009 e 2012, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, dia 7 de Abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Estas empresas caracterizam-se por terem “um crescimento médio anual superior a 20% ao longo de um período de 3 anos, sendo o crescimento medido em termos do número de pessoas ao serviço remuneradas” ou através do volume de negócios.

 

Tendo em conta o critério de crescimento médio anual do Volume de Negócios nos últimos 3 anos superior a 20%, é possível observar que em 2009 existiam 3.024 empresas e, em 2012, existiam 2.111 sociedades. Já segundo o critério médio anual do número de pessoas remuneradas nos últimos 3 anos superior a 20%, os dados do INE mostram que, em 2009, existiam 1.692 empresas e, em 2012, o número destas empresas caiu para 1.030.

 

O gabinete de estatísticas assinala que este decréscimo está “em linha com o abrandamento da actividade económica”. “Quando o critério utilizado é o do crescimento do volume de negócios nota-se uma recuperação do número de SEC entre 2011 e 2012 que não se verifica quando o critério é do crescimento do número de pessoas ao serviço remuneradas”.

 

“Em 2012, 54,4% das Sociedades de Elevado Crescimento pertenciam aos sectores das Indústrias Transformadoras, da Construção e do Comércio. As sociedades de elevado crescimento apresentaram relevância acima da média na geração de valor acrescentado nos sectores das Actividades imobiliárias, das Indústrias extractivas e das Actividades administrativas e dos serviços de apoio”, acrescenta.

  

Por outro lado, e no que diz respeito às Sociedades Jovens de Elevado Crescimento, conhecidas por Gazelas (ou seja, sociedades até 5 anos de idade com um crescimento médio anual superior a 20% ao longo de um período de 3 anos), registaram também “um decréscimo no período em análise, contudo, é de salientar que a sua proporção no total das sociedades de elevado crescimento aumentou, atingindo os 19,5% em 2012, mais 2,3 p.p. que no ano anterior”.

 

Segundo os dados do gabinete de estatísticas português, em 2009 - e segundo crescimento médio anual do volume de negócios nos últimos 3 anos superior a 20% - existiam 430 empresas e em 2012, 335 sociedades Jovens de Elevado Crescimento.

 

Por outro lado, e segundo o crescimento médio anual do número de pessoas remuneradas nos últimos 3 anos superior a 20%, em 2009 existiam 272 empresas e em 2012 existem 201 sociedades.

 

No que diz respeito às exportações, "mais de 30% das Sociedades de Elevado Crescimento e das Gazelas exportaram bens e serviços em 2012, bastante acima dos 5,5% do total das sociedades e dos 19,3% das sociedades com 10 ou mais pessoas ao serviço remuneradas”.

 

Segundo os números do INE as SEC geraram, em média, um VABpm “por sociedade de cerca de 2,4 milhões de euros em 2012, cerca de um milhão acima do gerado pelas sociedades com 10 ou mais pessoas ao serviço remuneradas”. 

 

Em termos de investimento as SEC apresentaram um nível de investimento em inovação e desenvolvimento (I&D) “bastante superior ao do total das sociedades, tendo gasto mais de 25 mil euros por sociedade em 2012 (correspondendo a 1,1% do VABpm gerado por estas empresas)”. Em contraponto, as gazelas, apresentaram um “investimento médio em I&D bastante mais reduzido (0,2% do VABpm)”.

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