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Dona da Livraria Lello investe 60 milhões no Lionesa

A família Pedro Pinto, que também detém o Teatro Sá da Bandeira, o Mosteiro de Leça do Balio e quase uma rua no Porto, tem em curso um ambicioso projeto de expansão do Lionesa Business Hub, em Matosinhos, onde trabalham mais de sete mil pessoas de 47 nacionalidades.

19 de Fevereiro de 2026 às 14:45

Fundada a 13 janeiro de 1906, no Porto, pelos irmãos José e António Lello, aquela que já foi eleita em várias ocasiões como “a mais bela livraria do mundo” viria a ser adquirida em 2015 pelo casal Pedro Pinto, Avelino e Aurora.

A celebrar 120 anos de vida, a Livraria Lello recebe 3.500 visitas por dia e vende um milhão de livros por ano. Só com as entradas - o bilhete de acesso custa 10 euros – arrecada 35 mil euros por dia, o que dá cerca de 12,8 milhões por ano.

A Lello faz parte de um portefólio diversificado de negócios da família Pedro Pinto, nas áreas de retalho, turismo, cultura e escritórios.

Uma década antes de adquirir a Lello, o grupo de Pedro Pinto arrancava, a poucos minutos do Porto, em Leça do Balio, com um centro empresarial nascido das ruínas da Fábrica de Tecidos de Seda Lionesa.

O Lionesa Business Hub é, atualmente, um dos maiores ecossistemas empresariais de Portugal, reunindo mais de uma centena de empresas e é ponto de passagem para mais de sete mil profissionais de 47 nacionalidades.

Lionesa Sports & Leisure Club abre em 2028

Um campus empresarial que prepara mais de 60 milhões de euros em novas expansões.

A chamada “expansão sul”, que arrancou no ano passado, corporiza um projeto estruturante que prevê novos escritórios, soluções de “flex living” e grandes áreas verdes, com destaque para o Jardim Filosófico como elemento central.

“Com um investimento superior a 50 milhões de euros, esta fase de desenvolvimento está prevista para 2026 e 2027”, avança a Lionesa, em comunicado.

Em paralelo, avançou com a “expansão norte”, que incluirá o futuro Lionesa Sports & Leisure Club, com abertura prevista para 2028 e um investimento estimado de cinco milhões de euros.

A par dos novos projetos, “o Lionesa Business Hub investiu cerca de cinco milhões de euros na qualificação do campus existente, reforçando infraestruturas tecnológicas, soluções de sustentabilidade, flexibilidade dos espaços e condições de bem-estar, numa lógica de valorização contínua dos ativos e da experiência dos utilizadores”, enfatiza.

“O crescimento do Lionesa Business Hub não acontece por rutura, mas por evolução contínua”, afirma António Pedro Pinto, head of marketing & moodlab da Lionesa Business Hub, realçando que, no ano passado, este campus empresarial “consolidou um percurso de crescimento sustentado, respeitando a herança industrial do território e investindo com visão nos próximos ciclos de expansão”.

Mais 500 trabalhadores e cinco novas empresas

De resto, o Lionesa destaca que, “ao longo do ano, o campus integrou mais de 500 novos profissionais e cinco novas empresas, consolidando uma comunidade cada vez mais diversa, internacional e inovadora”.

E celebrou a reativação da Linha de Leixões, resultado de uma colaboração com Câmara de Matosinhos.

Esta ligação ferroviária passou a conectar o campus ao Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho e outros pontos estratégicos em cerca de 20 minutos, complementada por um “shuttle” gratuito.

Entre outros ativos, o chamado grupo Lionesa detém também o Teatro Sá da Bandeira, o Mosteiro de Leça do Balio – transformado há um ano em polo cultural – e uma série de edifícios na portuense Rua do Loureiro, que quer transformar num novo polo e turístico da cidade.

 

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