SonaeCom agrava prejuízos para 38 milhões de euros no primeiro semestre (act2)
Os resultados líquidos consolidados da SonaeCom, depois de minoritários, foram negativos em 38,06 milhões de euros, mais 19,5% que no período homólogo, mas em linha com as previsões dos analistas.
Os resultados líquidos consolidados da SonaeCom, depois de minoritários, foram negativos em 38,06 milhões de euros, mais 19,5% que no período homólogo, mas em linha com as previsões dos analistas, anunciou hoje a empresa de telecomunicações do Grupo Sonae.
Analistas consultados pelo Negocios.pt aguardavam em média por prejuízos de 36 milhões de euros, com as estimativas a oscilarem entre os 30 e os 45 milhões de euros.
Em comunicado a empresa diz que os resultados líquidos, incluindo os interesses minoritários, somaram 63,28 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano.
No primeiro semestre o volume de negócios ascendeu a 380,52 milhões de euros, mais 15% que no período homólogo e em linha com as estimativas mais optimistas dos analistas.
O «cash-flow» operacional, ou EBITDA, totalizou 39,8 milhões de euros, quase duplicando o obtido no período homólogo e em linha com as previsões.
Os resultados operacionais foram negativos em 51 milhões de euros, um valor idêntico ao verificado no período homólogo.
Prejuízos no segundo trimestre sobem 19,5%; dívida aumenta 9%
No segundo trimestre deste ano os resultados líquidos negativos da SonaeCom [SNC] cresceram 19,5% para 18,9 milhões de euros.
No mesmo período o EBITDA foi positivo em 27,9 milhões de euros e o volume de negócios cresceu 13,4% para 199,2 milhões de euros. Face aos primeiros três meses de 2002 o volume de negócios aumento 9,9%.
«Como resultado da acção concertada de contenção de custos e de aumento das margens de serviço em todos os negócios da SonaeCom, com o menor impacto possível no crescimento de volume de vendas, a SonaeCom registou um aumento significativo da sua rendibilidade», refere a empresa, exemplificando que o «cash EBITDA aumentou 26%, para 27 milhões de euros em comparação com o trimestre anterior».
«As medidas de contenção de custos passaram por melhorias significativas nos sistemas e processos de negócio e no aumento da eficiência global da organização. Foram também implementados importantes planos de redução do número de colaboradores, essencialmente, no Público e na Novis», acrescenta a mesma fonte.
A 30 de Junho deste ano a SonaeCom tinha uma dívida bruta consolidada de 598,5 milhões de euros, mais 9% que há um ano atrás. A liquidez da empresa desceu 66% para 26,4 milhões de euros.
A empresa realizou um aumento de capital que foi subscrito em 97% pela Sonae SGPS, já depois de terminado o primeiro semestre do ano.
Provisões na Altitude penalizam resultados
«Para além das amortizações e provisões correntes, o resultado líquido foi afectado por uma provisão de 2,5 milhões de euros relativa ao investimento na Altitude Software e por uma provisão extraordinária de 1,2 milhões de euros relativa à actividade de Internet».
A SonaeCom diz que a provisão foi realizada devido à «sua (Altitude) fraca performance durante o primeiro semestre de 2002» e que «provisões adicionais poderão ser necessárias».
Comentando as perspectivas futuras da empresa, a SonaeCom afirma que «a continuada racionalização de custos e melhoria nos sistemas e processos de negócio manter-se-á um objectivo central para a SonaeCom, enquanto são procuradas novas oportunidades de crescimento».
«Nas comunicações móveis, o crescimento, será condicionado pela recuperação da economia e pela melhoria da confiança dos consumidores, ainda que a companhia esteja confiante na captação de valor adicional proveniente de novos serviços de dados a disponibilizar em breve. Também a penetração da Internet e da sua utilização abrandou significativamente, sendo para crucial para a performance futura do Clix, a capacidade de oferecer ao mercado serviços de acesso de banda larga à Internet», acrescenta a mesma fonte.
No que diz respeito à consolidação nas telecomunicações, a SonaeCom afirma que «continuará a procurar oportunidades de consolidação e/ou de aliança que claramente acrescentem valor para os seus accionistas», reafirmado uma posição já tornada pública em comunicados anteriores.
A SonaeCom fechou a perder 2,88% para os 2,02 euros.
Por Nuno Carregueiro