Trabalhadores americanos da General Motors fazem primeira greve em 37 anos
Os trabalhadores das fábricas norte-americanas da General Motors estão hoje a realizar uma greve, na primeira paralisação em todas das unidades da fabricante de automóveis dos últimos 37 anos.
Os trabalhadores das fábricas norte-americanas da General Motors estão hoje a realizar uma greve, na primeira paralisação em todas das unidades da fabricante de automóveis dos últimos 37 anos.
A greve, com uma manifestação agendada para as 11h00 nos EUA, surgiu depois das negociações entre os sindicatos e a administração da empresa, com vista a um novo acordo laboral, terem sido concluídas sem sucesso.
O último acordo tinha já expirado há 10 dias, e as partes envolvidas estavam a negociar um novo, em que a General Motors pretende cortar custos com os empregados, sobretudo ao nível dos cuidados de saúde.
O United Auto Workers, sindicato de trabalhadores automóveis que tem mais de 73 mil membros da General Motors, não convocava uma greve nacional contra a companhia norte-americana desde 1970. Nesse ano os trabalhadores pararam durante 67 dias. O sindicato tem antes optado por greves separadas em várias fábricas, a última das quais ocorreu em 1998.
As duras negociações entre a GM e os sindicatos surgem numa altura em que o sector automóvel americano está a enfrentar uma fase negativa. No ano passado a GM, Ford e Chrysler registaram prejuízos de 15 mil milhões de dólares em 2006.
Na bolsa as acções da GM não reflectem esta notícia. Sobem mais de 2% e acumulam um ganho de 14% em 2007, precisamente devido à perspectiva de que a empresa vai conseguir cortar os custos com os seus empregados.