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Trabalhadores da Galp protestam contra corte de salários

Funcionários da petrolífera acusam a empresa de ter descontado ilegalmente mais dias de salários do que os da greve de Abril.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 30 de Julho de 2010 às 13:03
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Cerca de três dezenas de trabalhadores da Galp Energia manifestaram-se hoje de manhã junto à sede da empresa para contestar o corte de salários de que foram alvo na sequência da greve nas refinarias de 19 a 21 de Abril, já que a empresa terá descontado mais dias do que os da paragem laboral.

"A Galp cortou mais seis dias [de salário] aos trabalhadores, porque só considerou extintos os efeitos da greve quando voltou a ter a sua produção nos valores de antes da greve", explicou ao Negócios Rui Pedro Ferreira, da comissão de trabalhadores da Petrogal.

Dessa forma, lamentou o dirigente sindical, "os trabalhadores tiveram de trabalhar seis dias de borla". O mesmo responsável estima que tenham sido mais de 200 os funcionários da Galp afectados por esta decisão da administração.

O assunto, que o presidente da Galp referiu brevemente na apresentação de resultados do primeiro semestre como uma manifestação de "meia dúzia de trabalhadores", não está a ser debatido entre a administração e os trabalhadores. "Sobre esta matéria a empresa não tem conversa", disse Rui Pedro Ferreira.

Em Abril os trabalhadores da Galp levaram a cabo uma greve nas refinarias de Sines e Matosinhos, para exigir aumentos salariais de 2,8%, em vez dos 1,5% concedidos pela empresa, e para protestar contra a não distribuição de resultados do exercício de 2009 pelos trabalhadores.

A não distribuição dos lucros pelos trabalhadores ficou a dever-se ao facto de o resultado da petrolífera no ano passado ter ficado abaixo dos 300 milhões de euros, o patamar mínimo negociado com os trabalhadores para que estes tenham também direito a receber um prémio relativo aos lucros da companhia.

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