Três construtoras portuguesas entre as 100 maiores europeias
A Mota-Engil, a Soares da Costa e a Teixeira Duarte estão entre as 100 maiores construtoras europeias, segundo um estudo da Deloitte, que classificou as maiores empresas por facturação no sector da construção.
A Mota-Engil, a Soares da Costa e a Teixeira Duarte estão entre as 100 maiores construtoras europeias, segundo um estudo da Deloitte, que classificou as maiores empresas por facturação no sector da construção.
A Mota-Engil subiu 26 lugares, atingindo o número 45 do "ranking", com a Teixeira Duarte a ficar no lugar 78 e a Soares da Costa a ocupar o 86º posto. A empresa liderada por Jorge Coelho
e António Mota registou, em 2008, receitas de construção de 1,467 mil milhões de euros, a Teixeira Duarte atingiu os 793 milhões e a Soares da Costa 726 milhões de euros.
O estudo da consultora revela que nos lugares cimeiros do "ranking" mantêm-se as francesas Vinci, Bouyges e a alemã Hochtief, grandes grupos, com facturação acima de 20 mil milhões de euros. As espanholas também estão entre as maiores, com a primeira a aparecer no 10º lugar, à frente da ACS, no 11º posto.
No entanto, sendo as construtoras espanholas grupos muito diversificados, se o "ranking" estivesse ordenado por facturação total, em vez de por segmento de construção, as espanholas teriam um peso maior nas dez maiores. Nomeadamente, a ACS, a Ferrovial, a FCC e a Acciona, arrastando a Balfour Beatty, do Reino Unido, para a 11.ª posição (está na 6ª). A Deloitte salienta, aliás, que as empresas portuguesas também subiriam caso a ordem fosse por facturação global.
Portugal e Espanha líderes em Parcerias Público-Privadas
A opção pelo modelo de contratação em PPP (Parceria Público-Privada) tem sido mais visível no Sul da Europa, segundo o estudo da Deloitte. O documento indica que, no que diz respeito a PPP de transportes, Portugal e Espanha estão à frente dos restantes países da Europa, com 21 projectos em 56 dos totais. No total de projectos em PPP, Portugal Espanha e França são responsáveis por 49 contratos.
O estudo também dá conta de que o mercado da habitação continua em queda em Portugal, com as licenças de construção a atingir, em 2009, o seu número mais baixo desde 2001. O mercado da engenharia tem uma performance melhor, mas o sector está dependente das grandes obras que estão a ser preparadas, como a Alta Velocidade e o Novo Aeroporto de Lisboa.