Combustíveis voltam a ficar mais caros e gasóleo regista subida máxima em julho

Os preços dos combustíveis vão registar novas subidas a partir da próxima semana, com o gasóleo a ficar 1 cêntimo mais caro. Em julho, este ativo subiu mais de 4 cêntimos, um máximo deste ano.
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Gonçalo Almeida 24 de Julho de 2020 às 16:17

O preço do gasóleo simples vai registar uma subida de mais de 4 cêntimos por litro em julho, o que representa a maior subida mensal deste ativo em 2020, mesmo com menos uma semana relativamente a junho, segundo os cálculos do Negócios. Isto porque a partir da próxima semana vai sofrer um novo aumento de cerca de 1 cêntimo. 

Assim, a partir de segunda-feira, dia 27 de julho, o preço por litro do gasóleo em Portugal deverá fixar-se nos 1,2455 euros, um máximo desde a semana começada em 16 de março.

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No caso do preço da gasolina simples 95, o preço deverá manter-se praticamente inalterado, com a previsão de uma tímida subida menor que meio cêntimo para os 1,4015 euros por litro, o que significa um máximo desde a semana de 9 de março deste ano, antes de a pandemia ter tido grande impacto nos preços dos combustíveis.

Mesmo que de forma muito ténue, os preços da gasolina regressam assim aos ganhos, depois de uma ligeira queda nesta semana. 

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No acumular do ano, o preço do gasóleo regista uma queda de 11%, enquanto que a gasolina uma redução de 6%. Contudo, desde os mínimos de abril, ambos os ativos acumulam ganhos de 12 e 16 cêntimos por litro, respetivamente. 

Esta nova subida nos preços dos combustíveis cotados, que influencia o valor que os portugueses pagam nos postos de abastecimento, acontece numa altura em que o petróleo regressou também às valorizações semanais, com as tensões entre Pequim e Washington e a subida dos inventários nos Estados Unidos exercerem pressão sobre os preços.

Apesar de a evolução dos preços dos combustíveis ser calculada tendo por base a evolução destes dois derivados do petróleo (gasóleo e gasolina) e do euro, o custo dos combustíveis na bomba dependerá sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra.

Estes preços têm em conta as variações calculadas pelo Negócios face ao preço médio praticado em Portugal esta semana e anunciado pela Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

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Os cálculos do Negócios têm por base contratos diferentes dos seguidos pelas petrolíferas (ainda que a evolução costume ser semelhante), sendo que os dados disponíveis para o Negócios só estão disponíveis até quinta-feira (faltando um dia de negociação).

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