Cripto acelera finanças sem intermediários, mas deixa país vulnerável a sistema paralelo
As redes descentralizadas, conhecidas como DLT, abriram a porta à entrada no sistema financeiro de agentes não regulados. Em mercados pequenos como o português, em que o número de "players" é mais reduzido, o risco de contaminação é visto elevado - e os reguladores têm pouco recursos para fazer frente ao problema.
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As tecnologias de registo distribuído (DLT, na sigla inglesa), redes descentralizadas como a "blockchain", querem revolucionar os mercados financeiros e uma das grandes possibilidades que oferecem é a eliminação de intermediários. O fenómeno, apelidado de desintermediação, compreende o financiamento direto por parte dos investidores aos chamados tomadores de capital (empresas ou indivíduos), sem a necessidade de passarem por agentes tradicionais, como é o caso dos bancos. No entanto, esta "revolução" pode não ser assim tão linear e levar ao surgimento de um sistema financeiro paralelo, especialmente problemático em pequenos mercados como o português.