Comissão de trabalhadores da Galp alerta para risco de perda de empregos
A Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal reagiu de forma crítica ao anúncio do início de negociações entre a petrolífera portuguesa Galp e a Moeve, considerando que subsistem “questões fundamentais” por esclarecer, em particular quanto ao impacto real da eventual operação nas áreas de suporte e nos postos de trabalho onde exista duplicação de funções.
Num comunicado divulgado às redações, a comissão explica que os esclarecimentos prestados pela administração da Galp para tranquilizar os trabalhadores foram insuficientes. “Subsistem questões fundamentais que não foram esclarecidas, sobretudo no impacto real nas áreas de suporte – business office – e todas as outras onde haja duplicação de funções”, refere a comissão.
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A CCT considera que a Galp mantém "uma estratégia centrada no curto prazo e na distribuição de dividendos, considerada incompatível com o papel da empresa no desenvolvimento económico do país e na garantia da soberania energética" e considera "particularmente grave" a anunciada criação de uma plataforma que reuniria ativos industriais das duas empresas, incluindo a Refinaria de Sines, com a Galp numa posição minoritária.
Para a comissão, esta solução “mostra a extrema gravidade da transferência do centro de decisão para fora de Portugal, com consequências diretas para a soberania energética e para milhares de postos de trabalho diretos e indiretos” e exige uma tomada de posição clara do Governo de Portugal para salvaguardar a soberania energética e assegurar a proteção de todos os postos de trabalho.
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