Eni sai de vez da Galp com a venda dos restantes 4%
É o último adeus da Eni à Galp. A petrolífera italiana está no mercado a vender os restantes 4% que ainda detém na energética portuguesa.
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A notícia foi avançada esta quinta-feira, 19 de Novembro, por um comunicado da empresa italiana e da Galp. A ENI quer assim colocar mais de 33 milhões de acções da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva a um preço de 9,81 euros, menos 25,5 cêntimos face à cotação de fecho desta quinta-feira (10,065 euros), conforme avança a Bloomberg e a imprensa italiana.
A petrolífera transalpina recorreu aos bancos Goldman Sachs e ao Merrill Lynch para procederem à venda acelerada das acções. Este processo vai ficar concluído amanhã sexta-feira 20 de Novembro.
Esta venda fecha a passagem da Eni pela Galp que chegou a deter 33,34% da Galp, mas iniciou um processo de redução da sua participação em 2012.
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Foi em 2005, um ano antes da Galp entrar na bolsa de Lisboa, que os seus principais accionistas assinaram um acordo parassocial que colocou no papel as relações de poder na empresa, após a entrada da Amorim Energia na petrolífera.
O acordo estabelecia que a Amorim Energia e a Eni manteriam as suas participações inalteradas durante cinco anos (com 33,34% cada um). O acordo expirou no final de 2010 e dois anos depois a Amorim Energia (agora com 38,34% do capital) e a Eni chegavam a acordo para a energética italiana anunciar o processo de saída da petrolífera portuguesa.
Uma das maiores operações de venda de capital da Galp pela Eni teve lugar em Maio de 2013, quando a italiana angariou 678 milhões de euros com a venda de 6,7% do capital.
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Mais tarde, em Março de 2014, a Eni encaixou 700 milhões de euros com a venda de 7% da Galp. A penúltima operação de venda de capital teve lugar no início de Outubro quando reduziu a sua participação para 5%.A receita gerada com a vendas desta acções será utilizada para "finalidades societárias gerais".Parceria entre companhias é para continuarApesar do adeus da Eni à Galp, as diferentes parcerias entre as duas empresas em três países vai manter-se. Primeiro, em Portugal, onde as petrolíferas pretendem avançar em 2016 para a primeira perfuração nas águas profundas do mar do Alentejo
Depois, em Moçambique, onde as energéticas (Galp com 10% e a Eni com 70% do consórcio) estão juntas na exploração da área 4 na bacia de Rovuma, com o objectivo de explorar o gás natural moçambicano. Outra das parcerias para manter é em Timor Leste, onde pesquisam petróleo na área E no offshore (mar) timorense, com a Galp a deter 10% e a Eni a ter 80% do consórcio.
(Notícia actualizada às 19:19)
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