Voltalia avalia venda de unidade de construção de renováveis para reduzir dívida
A francesa Voltalia está a avaliar a venda da sua unidade de construção e manutenção de parques solares e eólicos, no âmbito de um plano para reduzir dívida, avança a Bloomberg, citando fontes próximas do processo. A empresa recusou comentar.
Segundo a mesma agência, a empresa está em contactos com assessores financeiros para uma eventual alienação da Renvolt, unidade responsável pela construção de projetos para terceiros e pela operação de ativos na Europa e em África. O processo está em curso e a Voltalia poderá optar por manter a totalidade ou parte do negócio.
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A operação insere-se num plano mais amplo de venda de ativos não estratégicos, com a empresa a apontar para até 350 milhões de euros em desinvestimentos, maioritariamente até meados de 2027, com o objetivo de reforçar a sua posição financeira.
A Renvolt registou um aumento de 80% no EBITDA em 2025, para 20,3 milhões de euros, impulsionada pelo crescimento da construção de projetos renováveis para terceiros, nomeadamente em mercados como Espanha e Irlanda.
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De acordo com a Bloomberg, a rentabilidade da Voltalia tem sido pressionada por cortes na produção de eletricidade no Brasil, aumento dos custos de desenvolvimento e maior concorrência no setor.
As ações da empresa, com sede em Paris e detida maioritariamente pela família Mulliez, acumulam perdas significativas desde 2021 e seguem em queda este ano, em contraste com a evolução positiva do índice global de energia limpa.
No âmbito do plano de reestruturação, a Voltalia anunciou ainda a redução de cerca de 200 postos de trabalho — cerca de 10% da força laboral — em países como França, Brasil e Portugal, bem como a suspensão ou venda de atividades em mercados como Hungria, Eslováquia, México, Roménia e Espanha.
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Apesar do contexto, a empresa indicou este mês que espera conseguir financiar o seu crescimento entre 2026 e 2030 sem recorrer a aumentos de capital, prevendo retomar o pagamento de dividendos a partir de 2028.
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