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EDP disponível para ir ao Parlamento explicar contratos de energia

A eléctrica liderada por António Mexia enviou uma carta à comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas disponibilizando-se para ser ouvida pelos deputados. Fonte oficial da EDP confirma.

Miguel Baltazar/Negócios
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 08 de Junho de 2017 às 12:49
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A EDP está disponível para ir ao Parlamento explicar o processo sobre o fim dos CAE (Contratos de Aquisição de Energia) e a introdução dos CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual), que está a ser investigado pelo DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal).

A EDP, contactada pelo Negócios, confirmou esta informação. "Manifestámos disponibilidade para esclarecer uma vez mais este assunto" disse fonte oficial da eléctrica. Esta abertura foi formalizada  através de uma carta enviada ao presidente da  comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, Hélder Amaral. Nela, a administração da EDP, coloca-se à disposição desta comissão para explicar o mecanismo de substituição dos CAE pelos CMEC.

Refira-se que esta comissão havia aprovado por unanimidade, esta quarta-feira, dia 7 de Junho, a audição urgente da presidente da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), Cristina Portugal,  sobre os contratos CMEC.

O requerimento para audição da líder da ERSE "com carácter de urgência" foi apresentado pelo Partido Socialista (PS) e pelo Bloco de Esquerda e viabilizado por todos os membros da comissão.

Recorde-se que António Mexia, presidente da EDP, João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, assim como Jorge Ribeirinho Machado e Pedro Rezende, que exerceram funções de topo da eléctrica nacional foram constituídos arguidos por suspeitas de corrupção activa e passiva e participação económica em negócio, no âmbito da introdução de compensações financeiras no sector eléctrico. Entre os arguidos estão ainda João Faria Conceição, Pedro Furtado e o antigo presidente da REN, Rui Cartaxo.

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