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Governo diz que portugueses consideram "natural" cobrança da CESE às energéticas

A situação económica do país não permite eliminar a taxa da energia cobrada à Galp, EDP e REN, afirma o Executivo.

Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 16:00
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A recuperação económica de Portugal não deixa margem para o Governo eliminar a Contribuição Extraordinária do Sector Energético (CESE), considera o secretário de Estado da Energia.

 

"Acho que não surpreende ninguém que esta estabilidade fiscal se tenha mantido, apesar das empresas quererem pagar todas menos impostos", começou por dizer Jorge Seguro Sanches esta sexta-feira, 7 de Abril. "Penso que as empresas do sector de energia sabem que tem tido boas condições para trabalhar em portugal. E acabam por perceber que este esforço que lhes é pedido, é um esforço que a generalidade dos portugueses considera natural".

 

"É preciso ver que há 15 meses tínhamos em Portugal salários cortados, pensões cortadas, a sobretaxa de IRS. Há um conjunto ainda de alguns pedidos que são feitos de uma forma extraordinária e que fazem todo o sentido para que Portugal consiga ter bons resultados como no défice e para que possamos pensar em sair do procedimento por défice excessivo",  sublinhou o secretário de Estado em declarações feitas à margem da conferência "Fiscalidade da energia" em Lisboa.

 

O governante que o esforço das empresas é reconhecido pelo Executivo de António Costa. "O Governo também tem consciência do esforço que está a ser pedido às empresas".

 

"É um sector que todos os portugueses reconhecem que tem feito um trabalho extraordinário mas que também tem possibilidades de dar um contributo importante para que o pais consiga recuperar rapidamente", afirmou o secretário de Estado da Energia.

 

A Galp, EDP e a REN são as empresas que mais contribuem para a CESE que para este ano prevê uma receita total de 90 milhões de euros. As energéticas têm criticado esta taxa pois, apesar do seu carácter ser extraordinário, este é o quarto ano de cobrança da CESE.

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