Ministros da Energia da UE reunidos por videoconferência na terça-feira
A presidência rotativa do Conselho da UE, ocupada por Chipre, anunciou esta sexta-feira uma reunião informal por videoconferência dos ministros da Energia na próxima semana centrada na "segurança do aprovisionamento energético devido à crise no Médio Oriente".
Os ministros da Energia da União Europeia (UE) vão reunir-se, na terça-feira, num encontro extraordinário por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético devido à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente.
Fonte oficial da atual presidência rotativa do Conselho da UE, ocupada por Chipre, anunciou esta sexta-feira uma reunião informal por videoconferência dos ministros da Energia na terça-feira à tarde centrada na "segurança do aprovisionamento energético devido à crise no Médio Oriente".
O encontro -- que não constava da agenda da presidência cipriota do Conselho -- surge quando se assinala quase um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços.
A UE enfrenta atualmente uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.
Embora a Comissão Europeia tenha afirmado que o abastecimento energético está de momento garantido, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias.
Uma vez que o conflito ainda está em curso no Médio Oriente, afeta produtores de petróleo e gás e provoca instabilidade nos mercados internacionais de energia.
Esta semana, a Comissão Europeia pediu que os países da União Europeia façam uma preparação "coordenada e atempada" para o inverno, dada a perturbação energética no Médio Oriente, quando o armazenamento está abaixo de 30%, sendo Portugal uma exceção.
Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações (sobretudo de combustíveis fósseis) provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.
O encontro por videoconferência decorre pelas 14:00 de Lisboa de terça-feira.