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Países da AIE libertam 400 milhões de barris de reservas estratégicas

Decisão surge após interrupção de fluxos no Estreito de Ormuz. Diretor da Agência Internacional da Energia diz que é a maior libertação de reservas de emergência da história da organização e alerta para riscos para a segurança energética global.

Fatih Birol diz que se trata da maior libertação de reservas de emergência da história da organização
Fatih Birol diz que se trata da maior libertação de reservas de emergência da história da organização DR
15:19

Os 32 países membros da Agência Internacional da Energia (AIE) decidiram libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, numa tentativa de compensar a quebra de oferta no mercado global provocada pela interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz.

Segundo o diretor-executivo da agência, Fatih Birol, trata-se da maior libertação de reservas de emergência da história da organização, num momento de forte tensão nos mercados energéticos.

“Os países da AIE decidiram libertar 400 milhões de barris das reservas estratégicas de petróleo, a maior libertação de emergência da história da agência, para compensar a perda de oferta causada pela interrupção dos fluxos no Estreito de Ormuz”, afirmou.

Os preços do petróleo já chegaram aos 120 dólares por barril durante este conflito - o Brent negoceia a esta hora nos 89 dólares.

Os países da AIE decidiram libertar 400 milhões de barris das reservas estratégicas de petróleo, a maior libertação de emergência da história Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional da Energia 

A AIE coordena as reservas dos países da OCDE que, juntos, têm 1,2 mil milhões de barris em reservas de emergência, com os Estados Unidos com a maior fatia.

O responsável sublinhou que o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais críticas para o comércio energético global. Normalmente, passam por esta passagem cerca de 15 milhões de barris por dia de crude e mais 5 milhões de barris de produtos petrolíferos, o equivalente a cerca de um quarto do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima.    

Com a escalada das tensões na região, os fluxos de petróleo, gás e outras matérias-primas através desta rota “praticamente pararam”, disse Birol, sublinhando que a situação está também a afetar a produção e a refinação na região.

“O conflito no Médio Oriente está a ter impactos significativos nos mercados globais de petróleo e gás, com grandes implicações para a segurança energética, a acessibilidade da energia e a economia mundial”, acrescentou.

Ainda assim, o responsável sublinhou que a estabilização do mercado dependerá sobretudo da normalização do tráfego marítimo na região.

O mais importante para o regresso a fluxos estáveis de petróleo e gás é a retoma do trânsito no Estreito de Ormuz”, concluiu.

P o que representa 10% do armazenado, revelou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, à saída das jornadas parlamentares do PSD. O número equivale a cerca de 275 mil toneladas de produtos petrolíferos e derivados.

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