pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Petrolífera estatal venezuelana confirma negociações para vender crude aos EUA

Depois de Donald Trump ter afirmado que os EUA iriam receber até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, a PDVSA confirmou que decorrem conversações para uma transação comercial entre os dois países.

PDVSA está a negociar venda de crude aos EUA
PDVSA está a negociar venda de crude aos EUA Cristian Hernandez/AP
07 de Janeiro de 2026 às 19:33

A petrolífera estatal venezuelana, a PDVSA, confirmou que está atualmente a negociar com os EUA a venda de crude no âmbito das relações comerciais entre os dois países, depois da intervenção norte-americana que levou à deposição do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.      

Segundo a empresa, as partes estão a discutir termos semelhantes aos que estão em vigor com parceiros estrangeiros, como a gigante norte-americana Chevron, que já operava na Venezuela ao abrigo de um regime de exceção.  

“O processo (…) baseia-se estritamente em transações comerciais, sob termos que são legais, transparentes e benéficos para ambas as partes”, disse a empresa num comunicado.

Donald Trump tinha já anunciado na terça-feira que os EUA iriam receber entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela, avaliados em cerca de 2,8 mil milhões de dólares aos preços atuais.

“Tenho o prazer de anunciar que as Autoridades Interinas na Venezuela irão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”, escreveu o Presidente dos EUA numa publicação nas redes sociais.

“Este petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que é usado para beneficiar o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, acrescentou.

Contudo, o processo poderá não ser pacífico. Esta quarta-feira, um membro do conselho da PDVSA confirmou à Reuters que apenas a Chevron está a exportar atualmente o petróleo bruto venezuelano. “Não devemos nada aos EUA”, afirmou o responsável, assinalando que não haverá descontos. "Se os EUA quiserem o fornecimento de petróleo da Venezuela, terão de pagar pelas cargas a preços internacionais", acrescentou a fonte à agência.

A tensão entre os dois países aumentou esta quarta-feira, depois de os EUA terem apreendido dois navios petroleiros ligados à Venezuela, sujeitos a sanções no âmbito do bloqueio energético imposto ao país sul-americano.

O primeiro navio, o M/V Bella 1, foi apreendido no Atlântico, ao sul da Islândia, após uma perseguição que começou há semanas, quando o petroleiro evitou a captura perto da Venezuela e se registou sob bandeira russa numa tentativa de se proteger.

Em seguida, o Pentágono anunciou a apreensão do M/T Sophia, outra embarcação sancionada que, segundo as autoridades, terá realizado atividades ilícitas no Mar da Caraíbas.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio