Arab Bank Switzerland conclui compra de dois palácios em Lisboa para serem convertidos num hotel

Os icónicos Palácios Calhariz-Palmela e Sobral, localização emblemática da Fidelidade e da Caixa Geral de Depósitos, vão ser transformados num hotel de cinco estrelas e “branded residences” de marca hoteleira internacional.
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Foto: D.R. Lisboa ganha hotel de luxo após aquisição de palácios históricos pelo Arab Bank Switzerland Foto: D.R. Banco Árabe Suíço compra palácios em Lisboa para hotel de luxo e apartamentos Foto: D.R. Lisboa terá hotel de cinco estrelas nos palácios Calhariz-Palmela e Sobral
Rui Neves 22 de Janeiro de 2026 às 10:59

O Arab Bank Switzerland concluiu a operação de aquisição de dois palácios lisboetas do século XVIII à gestora de fundos Cerberus, que tinha comprado os imóveis em 2019 por 125 milhões de euros.

Nessa altura, O Palácio Calhariz-Palmela e o Palácio Sobral tinham sido avaliados em 80 milhões de euros, tendo voltado ao mercado três sanos depois com um preço de 120 milhões.

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“A Cushman & Wakefield (C&W) e a JLL anunciam a conclusão do processo de venda estruturado do edifício localizado no n.º 30 do Largo do Calhariz, que prevê a transformação dos dois palácios icónicos que o compõem – o Palácio Calhariz-Palmela, localização emblemática da Fidelidade e da Caixa Geral de Depósitos (CGD), e o Palácio Sobral – num projeto de hotelaria de qualidade superior e ‘branded residences’ de marca hoteleira internacional”, avançam as duas consultoras imobiliárias, em comunicado.

Os dois palácios situam-se entre o Bairro Alto e o Chiado.

O Palácio Calhariz-Palmela “apresenta uma implantação relevante sobre o largo e um valor arquitetónico significativo, tendo afirmado ao longo dos anos a sua versatilidade e capacidade de acolher usos institucionais contemporâneos”, enquanto Palácio Sobral, contíguo, completa o conjunto edificado, “contribuindo para a leitura unitária do quarteirão e reforçando a relevância histórica e simbólica do Largo do Calhariz no contexto da cidade de Lisboa”, realçam a C&W e a JLL.

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Para Gonçalo Garcia, head of hospitality na C&W, “esta transação vem consagrar a cidade de Lisboa como verdadeiro destino turístico internacional, tanto ao nível do volume de investimento à escala global como na tração obtida junto de grupos hoteleiros que manifestaram o seu interesse na oportunidade que o edifico representa”.

E conta que “foi um processo longo, em que foi necessário assegurar, em estreita relação com o atelier do arquiteto Frederico Valsassina, a garantia de mudança de uso para hotelaria, validando assim as expetativas do proprietário e potenciais investidores”.

“Lisboa continua a consolidar-se como um destino-chave para o investimento imobiliário institucional de alto valor”, sublinha, por sua vez, Augusto Lobo, head of commercial capital markets da JLL.

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Nesta operação, as duas consultoras representaram a Cerberus Capital Management e FS Capital na venda dos ativos ao Arab Bank Switzerland.

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