Novo contrato coletivo no setor do calçado aumenta salários em 3,1%
O cluster do calçado e artigos de pele, através da associação patronal do setor (APICCAPS) e da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal (FESETE), celebrou um novo contrato coletivo de trabalho que abrange cerca de 40 mil trabalhadores.
O acordo prevê uma atualização da massa salarial de 3,1%, “depois de já acomodada a atualização do Salário Mínimo Nacional, refletindo assim o esforço de adaptação do setor a um contexto económico exigente, marcado pela pressão sobre os custos e pela necessidade de reforçar a competitividade internacional”, realça a APICCAPS, em comunicado.
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Para Luís Onofre, presidente desta associação empresarial, a assinatura deste contrato coletivo representa um instrumento essencial para a estabilidade do setor. “A existência de um contrato coletivo de trabalho é determinante para a regulação e organização da indústria, garantindo previsibilidade às empresas e proteção aos trabalhadores”, afirma.
Luís Onofre frisa ainda que o entendimento alcançado surge num momento “particularmente desafiante” para a economia nacional e para esta indústria fortemente orientada para a exportação, gerando mais de 95% da sua faturação nos mercados internacionais.
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Ainda assim, o presidente da APICCAPS considera que o acordo traduz um equilíbrio entre as necessidades das empresas e a valorização dos recursos humanos. “Procurámos reconhecer a evolução do mercado e garantir que os trabalhadores estejam devidamente valorizados, alinhando as condições salariais e profissionais com as exigências contemporâneas da indústria”, enfatiza.
O novo contrato coletivo do setor é também visto, na perspetiva da APICCAPS, como “um sinal de compromisso social e de coesão, numa altura em que as empresas enfrentam um enquadramento internacional incerto”.
Apresentando-se como a “indústria mais sexy da Europa”, a indústria portuguesa de calçado exportou no ano passado 68 milhões de pares, no valor de 1,7 mil milhões de euros, mais 0,8% do que no ano anterior, com a performance no Velho Continente a mitigar a quebra de 12,3% nos Estados Unidos.
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