Papel higiénico da Navigator vai ficar mais caro. Preço do "tissue" sobe para mitigar custos
A Navigator vai aumentar o preço do "tissue" entre 5% e 7% nos mercados onde opera a partir de 1 de maio. Isto significa, de forma simples, que o papel higiénico, guardanapos, rolos de cozinha e toalhas de mão vão encarecer já a partir do próximo mês.
A empresa justifica, em comunicado, esta subida com "a pressão inflacionista resultante do aumento expressivo e generalizado dos custos registados nos últimos meses".
PUB
A decisão já foi, inclusivamente, comunicada aos seus clientes. A empresa portuguesa está a escolher não absorver todo o custo com as subidas que se têm verificado, principalmente nos principais custos variáveis e fixos, onde destaca os "energéticos, logísticos e de matérias-primas", mas ainda os salários e a manutenção dos equipamentos.
"A atual situação geopolítica mundial tem vindo a acentuar esta tendência" de aumento, adianta ainda a Navigator. A empresa nacional descreve este aumento como "imprescindível" para garantir a sustentabilidade do seu modelo de negócio e equilíbrio financeiro a longo prazo, mas também de toda a cadeia global de abastecimento.
Nos resultados de 2025, onde a Navigator apresentou lucros de 144,7 milhões de euros, a empresa portuguesa adiantou que os negócios de "tissue" e "packaging" representam quase 33% do EBITDA, o equivalente a 122 milhões de euros. "São hoje um pilar central desta transformação" e continuam "a ganhar relevância na estrutura de resultados", tendo mesmo contribuído, em 2025, "para atenuar o impacto conjuntural da evolução negativa dos preços da pasta e do papel".
Só o negócio do "tissue" evoluiu, no espaço de uma década, de cerca de 5% para 25% do volume de negócios da Navigator. A papeleira anunciou, em maio, o investimento de 115 milhões de euros numa nova máquina para os produtos "tissue", que vai para a fábrica de Aveiro, contando com o apoio do Portugal 2030.
PUB
Mais lidas
O Negócios recomenda