Salsa da Sonae emprega mais de 1.200 pessoas e já fatura 200 milhões em 50 países
Detida a 100% pela Sonae, que em 2016 começou por comprar 50% do capital da Salsa Jeans à família Vila Nova, tendo quatro anos depois adquirido os restantes 50% a Filipe Vila Nova, a marca de jeans e vestuário em denim tem fábrica em Famalicão e gera mais de dois terços da sua faturação nos mercados externos.
Em termos económicos, depois dos 180 milhões de euros de faturação em 2024, “a empresa registou um desempenho financeiro sólido, alcançando 200 milhões de euros em vendas globais” no ano passado, revela a Salsa, em comunicado.
PUB
Presente em cerca de 50 países através de mais de 180 lojas próprias e mais de 1.200 lojas multimarca, as primeiras representaram 35% das vendas totais, o “wholesale” 33%, o digital 16%, o franchising 8% e os “department stores” 8%, “refletindo a robustez do modelo omnicanal e a expansão internacional da marca”, enfatiza a Salsa.
Por outro lado, a empresa realça que “reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade em 2025, apresentando progressos significativos nas áreas ambiental, social e de circularidade”, de acordo com o relatório de impacto agora divulgado.
“O último ano demonstra que sustentabilidade e negócio estão hoje de mãos dadas. São dimensões que se reforçam mutuamente e que hoje fazem parte da forma como pensamos o produto, gerimos a operação e construímos a relação com os nossos clientes”, afirma Hugo Martins, CEO da Salsa Jeans.
PUB
No eixo social, as mulheres representam 61% dos cargos de liderança e 78% do total de mais de 1.200 trabalhadores da Salsa Jeans, “refletindo o compromisso com a igualdade de género”, enfatiza.
No domínio ambiental, a empresa garante que reduziu em 8% o consumo total de eletricidade nas suas operações e aumentou para 68% a proporção de eletricidade proveniente de fontes renováveis, mais 16 pontos percentuais do que no ano anterior.
Afiança que a produção própria de energia também cresceu, representando 32% da energia consumida nos escritórios centrais e 21% na unidade industrial, graças à expansão dos sistemas fotovoltaicos.
PUB
E que as emissões de gases com efeito de estufa registaram reduções expressivas. “As emissões de âmbito 1 diminuíram 8%, enquanto as emissões de âmbito 2 caíram 43%, permitindo à empresa atingir antecipadamente a meta definida para 2032”, realça.
“No âmbito 3, que representa 97% da pegada total, verificou se uma redução de 13%, refletindo melhorias na cadeia de abastecimento e maior eficiência logística”, assinala.
Na gestão de água, a Salsa Jeans diz que reutilizou 7% da água residual na unidade industrial e reforçou a implementação de tecnologias de menor consumo, como ozono, laser e nebulização, sublinhando que, “apesar de uma avaria ter condicionado a taxa de reutilização, o grupo manteve o compromisso de otimizar processos e partilhar boas práticas com fornecedores, dos quais 29% já reutilizam água nas suas operações”.
PUB
Em termos de gestão de resíduos, “entre 2024 e 2025, a produção total de resíduos diminuiu 9%, incluindo reduções de 7% nos escritórios e armazém e 11% na unidade industrial”.
No total, assegura, 60% dos resíduos produzidos foram reciclados, mais dois pontos percentuais do que no ano anterior, enquanto na cadeia logística “a empresa incorporou 23% de material reciclado nas embalagens e garantiu que 99,7% são recicláveis”.
“Apesar dos progressos que conseguimos alcançar, mantemos a ambição de melhorar continuamente. Temos consciência de que ainda há muito a fazer e que, por isso, devemos continuar a desafiar-nos diariamente para inovar e construir impacto duradouro. É esse o compromisso que continuaremos a assumir”, promete Hugo Martins.
PUB
(Notícia atualizada às 10:48)
Mais lidas
O Negócios recomenda