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Empresa de Viana Castelo investe 10 milhões e produz 51 milhões de máscaras por mês

A aposta desta empresa de produção e transformação de papel, que está instalada na zona industrial de Neiva, na produção de máscaras para adultos e crianças e de toalhitas desinfetantes começou a ser pensada em abril de 2020, em plena pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Lusa 18 de Fevereiro de 2021 às 10:16
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O grupo Ghost, em Viana do Castelo, investiu mais de 10 milhões de euros para apostar numa nova área de negócio associada à covid-19 e está a produzir, por mês, 51 milhões de máscaras para adultos e crianças.

A aposta desta empresa de produção e transformação de papel, que está instalada na zona industrial de Neiva, na produção de máscaras para adultos e crianças e de toalhitas desinfetantes começou a ser pensada em abril de 2020, em plena pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2.

"Deparámo-nos com uma realidade cada vez mais presente no nosso dia-a-dia: a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI)", disse hoje à agência Lusa o proprietário do grupo Ghost, Nuno Ribeiro.

A produção de EPI começou no início de 2021, depois de adquiridas três máquinas e cumpridas todas "as exigências de certificação dos produtos".

O empresário explicou que "a aposta na investigação, na elevada tecnologia e a melhoria contínua no processo produtivo, aliado às necessidades do mercado, contribuiu para a reconversão e para os novos investimentos na produção daqueles".

Nuno Ribeiro adiantou ter investido "10,15 milhões de euros na compra das três máquinas", sendo que a produção "em velocidade cruzeiro" começou no início do ano.

"Estamos a produzir 600 máscaras por minuto, 36 mil por hora e 864 mil por dia, tanto para adultos como para crianças. São 51 milhões de unidades por mês", realçou.

Além das máscaras, a empresa passou a produzir toalhitas desinfetantes.

"Produzimos cerca de 180 mil 'packs' por dia, o que representa 120 'packs' por minuto", especificou o empresário.

Nuno Ribeiro adiantou que, face à "grande escassez" inicial no fornecimento e reabastecimento de matéria-prima, o grupo decidiu investir numa máquina que garantisse "autossuficiência e o fornecimento a outros produtores".

"No início da pandemia houve uma grande escassez no fornecimento e reabastecimento deste material e sendo conhecedores desta escassez agimos de uma forma proativa, optando pelo investimento neste tipo de maquinaria de forma a termos capacidade para autossustento e fornecimento de outros produtores", referiu.

A máscara "é composta por três camadas, uma delas o 'meltblown', que é uma camada interna de TNT (Tecido Não Tecido) que garante a eficiência à filtração".

Tanto as máscaras de adulto como as de crianças "foram desenvolvidas com uma particularidade que as diferencia das restantes que se encontram no mercado", disse, adiantando que são "embaladas individualmente, conferindo uma higienização de cada máscara".

"São embaladas em caixas de 50 unidades individuais, em diferentes cores. São classificadas como dispositivo médico, com uma capacidade de filtração de mais de 98%", cumprindo a norma EN 14683, especificou.

Já as toalhitas desinfetantes "garantem uma rápida e eficaz desinfeção das mãos" e "são fabricadas com material composto por fibras de origem natural e 100% biodegradáveis".

A produção destina-se aos mercados de mais de 24 países e quatro continentes onde o grupo está presente.

"Prevemos uma contínua expansão pelo mundo, sendo Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Angola, Nigéria, Colômbia, Reino Unido os principais mercados onde o Grupo Ghost está presente, contribuindo para um volume total de faturação de 87 milhões de euros por ano", referiu.

Apesar da nova aposta "estar ainda em fase de implementação", o empresário afirmou que aquela produção "veio para ficar".

"Para já, os produtos estão a ter uma muito boa aceitação, principalmente pela diferenciação e inovação que colocamos em cada máscara. Quanto à diversificação, sim poderão surgir novas oportunidade no futuro", referiu.

O Grupo Ghost detém as marcas Suavecel, a Nunex e a Fortissue e emprega 240 trabalhadores.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.419.730 mortos no mundo, resultantes de mais de 109,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.649 pessoas dos 790.885 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
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