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JOM abre fábrica de móveis em Guimarães

A cadeia liderada por Joaquim Mendes tem um plano de investimento de 27 milhões de euros, que inclui a abertura de três novas lojas em 2017. A primeira unidade industrial do grupo é inaugurada esta sexta-feira no Minho.

JOM, fábrica, móveis, Guimarães
A fábrica da JOM arranca com 15 trabalhadores e uma linha de produção. Direitos Reservados
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 15 de Dezembro de 2016 às 16:13
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A JOM investiu perto de cinco milhões de euros na construção de uma fábrica e da nova sede para a empresa que detém 18 lojas em Portugal, onde emprega 350 pessoas, e que até agora se dedicava apenas à comercialização de móveis, sofás, electrodomésticos, equipamentos de descanso e produtos para decoração.

 

Segundo explicou ao Negócios o director de marketing, Duarte Cardoso, o grupo de Guimarães, fundado há 20 anos e que deverá fechar este ano com vendas próximas de 40 milhões de euros, decidiu avançar com a sua primeira unidade industrial para "suprimir alguns problemas de fornecimento que [tinham] em certas lojas" e também para ter "produtos com design próprio".

 

A fábrica vimaranense, que esta sexta-feira, 16 de Dezembro, será inaugurada pelo ministro da Economia no Parque Industrial da Ponte, só vai produzir móveis e arranca com 15 trabalhadores e um única linha de produção. A previsão é que a unidade fabril represente "dois a três milhões de euros" na facturação em 2017, ano em que pretendem arrancar com uma segunda linha dedicada à exportação.

 

"Esse é o objectivo. A ideia é vendermos os nossos móveis a outras cadeias [de retalho internacionais]. Se houver a proposta de fazermos também design para outras marcas, com esta capacidade industrial conseguimos responder", garantiu o gestor. Até agora, metade do mobiliário era importado e o restante fornecido por empresas nacionais "bem inseridas nas localidades [onde estão as lojas] e que conheciam o gosto dos portugueses".

 

Investir para "diversificar o risco"

 

O plano de investimento do grupo liderado por Joaquim Mendes ascende a 27,5 milhões de euros nos próximos dois anos. Inclui a abertura de três novas lojas (Guarda, Vila Real e Porto) com o recrutamento de 60 trabalhadores, o aumento em 5.000 metros quadrados do centro logístico de Santarém – tem outros em Guimarães e Aveiro –, um armazém em Évora para dar apoio à loja e ainda dois projectos na área do imobiliário.

 

É que, detalhou Duarte Cardoso, a estratégia do grupo nortenho assenta também na "expansão da área de negócio e na diversificação do risco". Em fase de projecto, com conclusão prevista para 2017, está uma unidade hoteleira e de restauração em Sintra, que já tem nome – Afonso Hotel, em homenagem ao primeiro neto do dono da empresa –, mas ainda não é certo se será gerida pela JOM ou concessionada.

 

O outro projecto é um complexo de apartamentos turísticos no Porto, que "finalmente já tem o licenciamento da Câmara" e que ficará localizado nas antigas instalações da EDP na Estrada da Circunvalação, em frente ao IPO do Porto. Além de ser reconvertido para acolher turistas, este edifício comprado pelo grupo e que "precisa de muitas obras" vai albergar também a nova loja da JOM e uma outra superfície comercial.

 

Depois da falência da Moviflor, que no ano passado foi comprada pelo grupo Reis e ainda está a renascer, na área do comércio, a JOM enfrenta sobretudo a concorrência da multinacional sueca IKEA, que assume precisar de abrir mais lojas em Portugal, e da rede de lojas Conforama, de origem francesa, que há um ano anunciou um plano de 40 milhões para aumentar a sua presença comercial. Assume-se como o terceiro operador no mercado português e reclama que, ao contrário destes concorrentes estrangeiros, "não impõe um tipo de móvel, mas vai de encontro ao que os clientes gostam".

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