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LactAçores comemora décimo aniversário com inauguração de nova unidade logística

A empresa que reúne três cooperativas de lacticínios açorianas espera que este investimento de um milhão de euros possa contribuir para a meta de fechar 2014 com vendas de 72 milhões de euros.

Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 21:38
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As estantes têm agora capacidade para armazenar seis milhões de litros de leite por mês. A nova unidade logística da LactAçores em Vila Franca de Xira – que aumenta o espaço disponível de seis para nove mil metros quadrados – foi inaugurada esta terça-feira, 9 de Setembro.

 

A empresa que reúne três cooperativas de lacticínios açorianas – CALF, Unileite e Uniqueijo – espera que este investimento de um milhão de euros possa contribuir para a meta de fechar 2014 com vendas de 72 milhões de euros. O objectivo do novo espaço passa por reforçar a segurança dos abastecimentos em território continental, o seu principal mercado.

 

O centro que representa "os Açores no continente" passará a empregar mais 15 pessoas com a recente ampliação. "A nossa prioridade é criar emprego e dar segurança aos produtores", esclarece ao Negócios Gil Oliveira, presidente da empresa.

 

A LactAçores comemora agora a sua primeira década de existência. Neste período, mais do que duplicou o seu volume de negócios. Gil Oliveira olha para o futuro com igual optimismo: espera atingir os 100 milhões de euros em 2024, aquando do vigésimo aniversário.

 

A puxar por este cenário estarão as exportações, que representam actualmente 10% das vendas. Os produtos da empresa açoriana já chegam a 16 países. Em 2014, mais seis deverão ser acrescentados à lista. A China, por exemplo, está "muito interessada no leite Nova Açores", admite.

 

Preocupações marcam presença nas perspectivas

 

O responsável da LactAçores está ciente das dificuldades inerentes a este processo de crescimento. "Os nossos produtos precisam de condições competitivas e isso só se consegue com uma discriminação positiva por parte da governação", alerta Gil Oliveira.

 

Questionado sobre a disponibilidade para promover tais medidas, o presidente do o Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, refere apenas que há "um esforço" e "projectos em cima da mesa a esse nível".

 

A instabilidade em alguns mercados internacionais e a abolição do regime de quotas leiteiras já em 2015 surgem como as principais preocupações. "Temos consciência da nossa pequenez e da distância dos mercados, o que pode ser fatal para a economia da região", reforça o empresário.

 

Apesar de admitir que "muito já foi feito" no apoio à indústria dos lacticínios, o presidente da oitava maior empresa dos Açores traça uma nova prioridade, para impulsionar o crescimento noutros mercados além do arquipélago: "está na hora de apoiar o transporte" dos produtos.

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