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Martifer propõe ir às reservas para pagar dividendo de 0,093 euros

Com os lucros a recuarem de 23 milhões de euros para 9,5 milhões em 2025, devido sobretudo a uma provisão de oito milhões, a administração do grupo propõe a distribuição de um dividendo, ainda assim, mais baixo do que os 1,12 euros pagos no ano passado.

Martifer tem sede em Oliveira de Frades.
Martifer tem sede em Oliveira de Frades. D.R.
17:13

O conselho de administração da Martifer vai propor na assembleia de acionistas, marcada para 27 de maio, a distribuição de um dividendo bruto de 0,093 euros, abaixo dos 1,12 euros pagos no ano passado por conta dos lucros de 23 milhões de euros obtidos em 2024.

Com a queda do resultado líquido em 2025 para apenas 9,5 milhões de euros, devido sobretudo a uma provisão de oito milhões na sequência de uma sentença arbitral desfavorável registada já este ano no Brasil, a administração do grupo de Oliveira de Frades decidiu recorrer às reservas no momento de fixar a proposta de dividendo.

“É intenção do conselho de administração da Martifer SGPS, S.A. propor à assembleia geral a distribuição de um dividendo no montante bruto de 0,093 euros por ação, dos quais 0,023 euros por ação resultarão da aplicação do resultado líquido apurado no exercício de 2025, sendo o montante remanescente, de 0,070 euros por ação, suportado pela utilização de reservas disponíveis para distribuição”, explica no comunicado enviado esta quinta-feira, 19 de março, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Sem o efeito desta provisão, os lucros da Martifer em 2025 teriam ascendido a 17,4 milhões, ou seja, mesmo assim, 5,6 milhões abaixo dos obtidos no ano anterior.

Grande destaque positivo: o volume de negócios em 2025 atingiu 296,4 milhões de euros, “o valor mais alto dos últimos 15 anos”, contra 264,5 milhões no ano anterior, o que traduz um aumento de 12%, com a construção metálica a contribuir com 156,5 milhões de euros, a indústria naval 129,4 milhões e a área de renováveis os restantes 13 milhões de euros.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) baixou de 38,2 milhões de euros em 2024 para 32,2 milhões de euros, com uma margem de 11,4% sobre o volume de negócios, abaixo dos 15% no ano anterior.

A aposta na redução do endividamento, muito acentuada nos últimos longos anos, travou no último exercício – no final de dezembro, a dívida bruta estava nos 89 milhões de euros, mais três milhões do que no ano anterior, enquanto a dívida líquida aumentou 71 milhões face a um ano antes, passando de 22 milhões negativos para 49 milhões de euros.

Recorde-se que a Visabeira Indústria encabeça a oferta pública de aquisição (OPA) à Martifer no âmbito de um acordo acionista com a Mota-Engil e a I’M, dos irmãos Carlos e Jorge Martins, para permitir a entrada do novo acionista.

Este trio controla, em conjunto, cerca de 87,4% dos direitos de voto da empresa, com a OPA a oferecer uma contrapartida de 2,057 euros por ação.

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