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Guerra poderá prolongar-se por duas ou três semanas, diz Trump. Cessar-fogo mantém-se por agora

A aparente acalmia da situação no Médio Oriente, com os EUA a garantirem que as tréguas se mantêm e o Presidente norte-americano a dizer que o fim do conflito está para breve, fizeram os mercados respirar de alívio, apesar dos ataques do Irão na segunda-feira.

Donald Trump deu novo prazo para o fim do conflito.
Donald Trump deu novo prazo para o fim do conflito. Julia Demaree Nikhinson/AP
20:11

Apesar de já ter declarado o fim das hostilidades ao Congresso norte-americano, uma vez que teria de pedir autorização para uma declaração de guerra ao fim de 60 dias, o Presidente norte-americano admitiu na terça-feira que o conflito com o Irão poderá prolongar-se ainda por duas ou três semanas e descartou que o tempo seja um "fator crucial" para os interesses de Washington.

"De uma forma ou de outra, ganhámos", afirmou Donald Trump durante uma entrevista à ABC News divulgada esta terça-feira. Trump disse que ou os EUA fecham um acordo com o Irão ou ganham a guerra "com muita facilidade". "Do ponto de vista militar, já ganhámos", reafirmou. "Já me ouviram dizer isto um milhão de vezes", reconheceu.

O Presidente dos EUA também minimizou a importância da possível duração da guerra, argumentando que existe uma grande aceitação por parte do público norte-americano em relação ao conflito, ao contrário do que indicam as sondagens. "O tempo não é um fator crucial para nós", assegurou.

O tempo não é um fator crucial para nós. Donald Trump
Presidente dos EUA

Trump evitou pronunciar-se sobre se os ataques do Irão contra os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira representaram uma violação das tréguas em vigor desde 8 de abril. "Veremos o que acontece", afirmou, depois de ter minimizado os ataques contra um campo petrolífero no leste do país do golfo Pérsico, ao afirmar que "não houve danos importantes".

Também o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, garantiu na terça-feira que o cessar-fogo no Irão "ainda não acabou", com a ressalva de que a situação está a ser avaliada “com muita atenção”. "Esta via marítima é muito mais crucial para o resto do mundo e esses países precisam de ter capacidade para a defender", considerou Hegseth, que voltou a apontar o dedo à Coreia do Sul, Japão e aos países europeus por não estarem a apoiar os EUA na manutenção das passagens marítimas em Ormuz.

"Em última instância, o Presidente [Trump] poderá decidir se alguma situação escalar para uma violação do cessar-fogo", acrescentou Dan Caine, chefe do Estado-Maior dos EUA.

A aparente acalmia também se refletiu no mercado do petróleo esta terça-feira, com o Brent - de referência para a Europa - a recuar 3,86% para 110,02 dólares por barril, enquanto o WTI - o benchmark para os EUA - recuava 3,90% para 102,27 dólares, perto do final da sessão. As ações também recuperaram na Europa e em Wall Street.

Já o Irão acusou esta terça-feira os Estados Unidos de colocarem em perigo a segurança da navegação no estreito de Ormuz ao "violarem o cessar-fogo" em vigor. "A segurança da navegação e do trânsito energético foi posta em perigo pelos EUA e aliados ao violarem o cessar-fogo e imporem um bloqueio, embora o mal venha a ser contido", denunciou o presidente do Parlamento iraniano.

Mohamad Baqer Qalibaf afirmou que "uma nova equação" no estreito de Ormuz "se está a consolidar" e advertiu os EUA de que não poderão aguentar a situação durante muito tempo, ao contrário do Irão. "Sabemos bem que a continuidade da situação atual é insuportável para os EUA, enquanto nós nem sequer começámos ainda", afirmou numa declaração divulgada nas redes sociais.

Os EUA iniciaram na segunda-feira uma operação para tentar facilitar a passagem pelo estreito de Ormuz das embarcações retidas pelo bloqueio iraniano, denominada "Project Freedom" (Projeto Liberdade). A operação implica a mobilização, anunciada por Trump, de centenas de aeronaves, contratorpedeiros e drones, mas sem incluir uma escolta militar formal dos navios mercantes.

Os EUA disseram que conseguiram a passagem de dois navios mercantes sem sofrerem qualquer dano, mas o Irão assegurou que fez disparos de advertência contra contratorpedeiros norte-americanos, algo que Washington desmentiu.

Já na terça-feira, a gigante dinamarquesa do transporte de mercadorias em contentores Maersk informou esta terça-feira que um dos seus navios, o Alliance Fairfax, com pavilhão norte-americano, atravessou o estreito de Ormuz, escoltado pela Armada dos EUA.

Além deste navio, segundo o secretário de Defesa, outras "centenas de navios estão a alinhar-se para atravessar" o estreito de Ormuz, sob escolta da Marinha norte-americana.

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