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Navigator fecha semestre com lucros de 85,5 milhões, menos 15%

A empresa que sucedeu à Portucel fechou o período de Janeiro a Junho com um resultado líquido de 85,46 milhões de euros, que compara com os 100,5 milhões de euros um ano antes, um recuo de 15%.

Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 26 de Julho de 2016 às 07:15
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A empresa que sucedeu à Portucel fechou o período de Janeiro a Junho com um resultado líquido de 85,46 milhões de euros, que compara com os 100,5 milhões de euros um ano antes, um recuo de 15%, de acordo com os dados comunicados esta terça-feira, 26 de Julho, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Contudo, os lucros trimestrais ficaram em 40,7 milhões de euros (-8,9%), acima do esperado pelos analistas do Caixa BI, que apontavam para resultados de 32,5 milhões de euros.

As vendas da companhia totalizaram 778,6 milhões de euros até Junho de 2016, um recuo de 2,1% face ao mesmo período de 2015, justificado com um menor valor de vendas na área da energia (uma redução de 38,4 milhões de euros, parcialmente compensado por menos compras de energia). A queda nos resultados financeiros e operacionais (-16,8% para 107,9 milhões de euros) também penalizou o resultado líquido da empresa. 

O valor dirigido a investimentos cedeu ligeiramente em relação ao homólogo do ano passado (de 77,2 milhões para 75,3 milhões de euros). As vendas na Europa e nos mercados internacionais cresceram, embora o preço médio tenha sido afectado pelo impacto cambial, nomeadamente da libra.

O período ficou ainda marcado pelo maior volume e de vendas de sempre no negócio de papel num primeiro semestre, com as vendas de papel não revestido de impressão e escrita a atingirem 775,5 mil toneladas e a produção a ascender a 794,7 mil toneladas. Já a produção de pasta atingiu as 743,6 mil toneladas enquanto as vendas totalizaram 129,7 mil toneladas, sendo um semestre "difícil" para os preços de venda, que estão em queda desde final do ano passado.

Apesar do aumento de produção de bobines de tissue, a venda de produto acabado caiu ligeiramente de 10,9 para 9.900 toneladas. O incêndio registado em Maio nas instalações da fábrica de Vila Velha de Ródão condicionou a produção de bobines (um milhão de euros) e levou a abates e custos extra de exploração na ordem de 6,7 milhões de euros, com impacto nas contas. A empresa espera um impacto de 1,1 milhões de euros de indemnização de seguro nas contas do final do ano.

A Navigator está a estudar o aumento de capacidade de produção de pasta na fábrica da Figueira da Foz mas a realização do investimento só estará decidida no segundo semestre do ano.

O grupo dá ainda conta do início de produção de pellets na fábrica dos EUA a 21 de Julho, que empregando 56 pessoas vai começar a actividade comercial em Setembro dirigida aos mercados europeu e americano.


Em Moçambique, a Internacional Financial Corporation concretizou a entrada no capital da Portucel Moçambique, com um investimento de cerca de 5 milhões de dólares (4,54 milhões de euros) que lhe garante uma participação de 20%. Os activos da empresa no país foram entretanto reavaliados, levando ao reconhecimento de uma imparidade de 18 milhões de euros que afectaram o EBITDA em 3,5 milhões de euros.


Tal como o Negócios já tinha noticiado, a empresa aguarda pelas negociações com a AICEP sobre incentivos fiscais e financeiros para uma linha de produção de papel tissue na fábrica de Cacia, num valor estimado de 120 milhões de euros.


Já a contratação de mais trabalhadores (396 pessoas com integração de actividades antes em outsourcing) contribuiu para aumentar os custos com pessoal em 4,1 milhões de euros. 

(Notícia actualizada às 8:28 com mais informação)
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