Rusal preocupada com sobrevivência. CEO e directores demitem-se
A produtora de alumínio russa, afectada pelas sanções de Trump, alerta para o risco de parceiros de negócio e credores quebrarem os elos com a empresa, pondo em causa as operações. O CEO e sete directores já anunciaram a demissão, respondendo às exigências dos EUA.
A produção de metal e vendas serão "severamente impactadas" caso não exista um alívio nas sanções impostas pelos EUA, avisa a empresa russa citada pela Bloomberg, ao mesmo tempo que prevê problemas ao nível do pagamento de dívida.
O despedimento da CEO Alexandra Bouriko, que estava à frente da empresa há apenas três meses, e de sete directores, serve para "proteger os interesses da empresa e dos accionistas", comunica a Rusal. Isto depois dos EUA ameaçarem agravar as sanções em Outubro, caso o oligarca russo Oleg Deripaska não abdique do controlo da empresa. Todos os líderes cessantes foram nomeados directamente por este oligarca ou pela empresa onde este detinha o cargo de director.
Entretanto, Deripaska decidiu afastar-se da Rusal, ao demitir-se do cargo de director da En+Group, a dona da produtora de alumínio russa. Informou ainda que não pretende recandidatar-se.
As acções da Rusal estão a valorizar 6,88% para os 2,02 dólares de Hong Kong, mas já estiveram a subir 7,41%. A Rusal é a maior produtora de alumínio fora da China, pelo que os desenvolvimentos afectam o mercado deste metal. O valor do alumínio está agora nos 2.276,50 dólares por tonelada, uma valorização de apenas 0,05% mas que representa uma melhoria face à quebra de 1,49% que já teve lugar durante a sessão. Trump impôs sanções pela primeira vez em Abril, condenado Moscovo por alegadas interferências nas eleições presidenciais.
Trump impôs sanções pela primeira vez em Abril, condenado Moscovo por alegadas interferências nas eleições presidenciais.