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Rusal preocupada com sobrevivência. CEO e directores demitem-se

A produtora de alumínio russa, afectada pelas sanções de Trump, alerta para o risco de parceiros de negócio e credores quebrarem os elos com a empresa, pondo em causa as operações. O CEO e sete directores já anunciaram a demissão, respondendo às exigências dos EUA.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 24 de Maio de 2018 às 12:55
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A produção de metal e vendas serão "severamente impactadas" caso não exista um alívio nas sanções impostas pelos EUA, avisa a empresa russa citada pela Bloomberg, ao mesmo tempo que prevê problemas ao nível do pagamento de dívida.

 

O despedimento da CEO Alexandra Bouriko, que estava à frente da empresa há apenas três meses, e de sete directores, serve para "proteger os interesses da empresa e dos accionistas", comunica a Rusal. Isto depois dos EUA ameaçarem agravar as sanções em Outubro, caso o oligarca russo Oleg Deripaska não abdique do controlo da empresa. Todos os líderes cessantes foram nomeados directamente por este oligarca ou pela empresa onde este detinha o cargo de director.

 

Entretanto, Deripaska decidiu afastar-se da Rusal, ao demitir-se do cargo de director da En+Group, a dona da produtora de alumínio russa. Informou ainda que não pretende recandidatar-se.

 

As acções da Rusal estão a valorizar 6,88% para os 2,02 dólares de Hong Kong, mas já estiveram a subir 7,41%. A Rusal é a maior produtora de alumínio fora da China, pelo que os desenvolvimentos afectam o mercado deste metal. O valor do alumínio está agora nos 2.276,50 dólares por tonelada, uma valorização de apenas 0,05% mas que representa uma melhoria face à quebra de 1,49% que já teve lugar durante a sessão.

Trump impôs sanções pela primeira vez em Abril, condenado Moscovo por alegadas interferências nas eleições presidenciais. 

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