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Maior cadeia de cinemas norte-americana está a ficar sem dinheiro

A AMC Entertainment Holdings alertou, esta terça-feira, que pode ficar sem dinheiro até ao final do ano. Covid-19 tem levado menos pessoas às salas de cinema da gigante norte-americana. Procura caiu 85%.

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Vicente Lourenço vicentelourenco@negocios.pt 14 de Outubro de 2020 às 18:05
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A gigante AMC Entertainment Holdings não vai aguentar durante muito mais tempo o cenário vivido nas salas de cinema. Apesar da reabertura de 83% das salas desde a decisão de encerrar todos os espaços em Março, a empresa revela que as vendas de bilhetes caíram 85% face ao ano passado. Por causa da pandemia, muitas pessoas optam por manter-se afastadas de espaços públicos e, como consequência, a AMC diz estar muito perto de ficar sem dinheiro, tendo alertado, esta terça-feira, para o facto de as reservas poderem não durar até ao final do ano.

A maior cadeia de cinemas dos Estados Unidos, adquirida pelos chineses do Wanda Group em 2012, procura agora angariar fundos através da venda de activos ou através de empréstimos. Em Agosto, a AMC conseguiu 77 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de euros) com a venda de 9 cinemas localizados nos países Bálticos. A cadeia norte-americana já procedeu também a uma reestruturação da dívida, de forma a conseguir acomodar o impacto da crise.


As estimativas apontam para que a AMC esteja a "queimar" mais de 230 milhões de dólares (195 milhões de euros) todos os meses. Para inverter a situação, os especialistas defendem que as salas de cinema devem voltar a exibir filmes novos, mas a medida depende da cooperação dos estúdios de cinema, que têm preferido adiar as datas de estreia dos filmes, fugindo assim a um possível fracasso nas bilheteiras em tempos de pandemia.


No mês passado, soube-se que a Warner Bros adiou o lançamento do novo filme da Mulher Maravilha para o Natal. O mesmo aconteceu com os muito antecipados 007 – Sem Tempo Para Morrer, da MGM e Universal, e Viúva Negra, da Marvel/Disney, cujas estreias foram remarcadas para 2021.

A pandemia levou mesmo a Disney a cancelar a exibição nos cinemas dos filmes Mulan e Soul – a nova animação da Pixar - decidindo transmiti-los na Disney+, a sua própria plataforma.

O mais recente filme de Christopher Nolan, Tenet, que estreou durante a crise sanitária, gerou, até ao momento, menos de 48 milhões de dólares, cerca de 40 milhões de euros, nos Estados Unidos, fazendo deste o filme menos rentável do realizador britânico.


Dados da empresa Comscore indicam que, entre 1 de Janeiro e o último fim-de-semana, as vendas de bilhetes de cinema nos Estados Unidos caíram 76% quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Tal pode dever-se ao facto de menos de metade dos cinemas estarem de portas abertas.

O fecho das salas de cinema estende-se a cidades como Nova Iorque ou Los Angeles, consideradas como as mais importantes para a exibição de filmes no mercado norte-americano. A própria AMC Entertainemnt Holdings (que não tem qualquer relação com o estúdio AMC Network, conhecido por ter produzido séries como Mad Men ou Walking Dead) tem vários espaços fechados nessas cidades.

 

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