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Nos sem interesse em grupos de media, “pelo menos de forma proactiva”

Miguel Almeida relembrou que a balança final da guerra por conteúdos desportivos não foi positiva e que “a lição deve ser aprendida”. Quanto a novos aumentos, diz que “o preço médio pago por cliente continua a cair”. E revelou que as taxas de espectro vão subir.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 03 de Março de 2017 às 12:51
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O presidente executivo da Nos, Miguel Almeida, garantiu que a compra de activos de media não faz parte dos planos da empresa, "pelo menos de forma proactiva", disse esta sexta-feira, 3 de Março, durante a conferência de imprensa no âmbito dos resultados de 2016.

 

"Sobre este tema, recordo que a nossa política sempre foi clara e é visível", disse Miguel Almeida, referindo-se à compra de conteúdos desportivos e ao respectivo acordo de partilha dos direitos entre todas as operadoras.

 

"No que toca a conteúdos de media, que tenham uma componente relevante de notícias, temos a mesmo política relativa aos conteúdos desportivos: devem ser universais", sustentou. E confessou que "enquanto empresa do sector e cidadão considera que é não é um caminho positivo para a sociedade".

 

Por estas razões, "do nosso lado não esperem nada, pelo menos de forma proactiva", acrescentou. 

 

No seguimento desta declaração, o CEO da Nos explicou que a operadora foi "obrigada" a entrar no campo da compra de direitos desportivos, o que decorreu "por acção de um concorrente",  sublinhou, referindo-se ao Meo.

 

"Adiantámo-nos a responder a essa ameaça e ganhámos essa vantagem. Mas garantimos o acesso universal", apontou.

 

Miguel Almeida revelou ainda que não acredita que vá haver movimentações por parte de operadoras na compra de activos de media em Portugal, até porque "penso que é claro que a balança final dos conteúdos desportivos não é positivo para as operadoras. A lição deve ser aprendida".

 

Questionado sobre eventuais novos aumentos de preços dos serviços, derivado do aumento de custos das operadoras, o CEO da Nos respondeu: "O preço médio paga por clientes continua a cair. É importante não adulterar a realidade", referiu, acrescentando que têm "várias fontes de crescimento de custos", nomeadamente regulatórios. Só para o acesso às condutas a Nos paga 30 milhões por ano, relembrou.

 

Nesta área, Miguel Almeida revelou ainda que já foram informados por fonte oficial que as taxas de espectro vão subir, "algo que lamentamos profundamente", criticou.

"É o segundo aumento nos últimos três anos", relembrou.

 

Questionado sobre os valores deste aumento, Miguel Almeida explicou que ainda não são conhecidos, só depois da portaria ser publicada em Diário da República.

 

Face a estes aumentos de custos, quer dos conteúdos desportivos quer dos regulatórios, o gestor garantiu que vai continuar a trabalhar "na eficiência da empresa".

 

Quanto ao impacto dos contratos com os clubes de futebol nas contas de 2017 da Nos, Miguel Almeida adiantou que, tal como no ano passado, o maior peso vai ser sentido no segundo semestre. E na segunda metade de 2017 vai haver "um ligeiro aumento por vários factores", disse sem avançar com mais pormenores. Mas a partir de Julho de 2017 entra em vigor o acordo com o Sporting que inclui a distribuição do canal do clube.

 

No entanto, apesar deste aumento, "não creio que isso vá impedir-nos de reforçar o nosso crescimento", concluiu.

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