"Recebemos ameaças", dizem os Anjos. Já começou o julgamento de Joana Marques
O processo em que os Anjos exigem mais de um milhão de euros à humorista já chegou a julgamento. Grupo diz ter tido 11 concertos cancelados devido ao vídeo publicado por Joana Marques.
Já começou no Palácio da Justiça, em Lisboa, o julgamento que opõe a humorista Joana Marques ao grupo musical Anjos, formado pelos irmãos Nélson e Sérgio Rosado, na sequência de um processo interposto pelos Anjos após a publicação de um vídeo humorístico - que estes alegam ter sido "truncado, adulterado e manipulado" - na conta oficial de Joana Marques no Instagram.No vídeo em questão, a humorista satirizava uma interpretação vocal do hino nacional pelos Anjos. Sérgio e Nélson Rosado exigem uma indemnização de um milhão e 118 mil euros por "por danos patrimoniais e não patrimoniais", na sequência da recusa da humorista em apagar o vídeo.
Banda fala em ameaças recebidas após vídeo
Nélson Rosado, o primeiro a depor no julgamento que começou esta terça-feira, disse em tribunal que o grupo recebeu "ameaças de grupos nacionalistas" depois da publicação do vídeo de Joana Marques no Instagram. "Fomos obrigados a contratar segurança privada para estar à paisana no meio do público", acrescentou.Durante a manhã, Nélson Rosado disse ainda que a dupla musical continua a receber mensagens de ódio por causa do vídeo em questão. "O vídeo não é uma reprodução daquilo que foi feito, mas sim um vídeo novo, porque cortou partes daquilo que foi a nossa interpretação. (...) A ré cortou partes, há uma parte muito significativa da letra, que é o 'levantai hoje de novo', que foi cortada no vídeo da ré", acrescentou o membro dos Anjos."Somos acusados de assassinar o hino. Nós não nos enganámos no hino e muito menos somos assassinos", defendeu ainda o cantor, considerando que o vídeo teve como objetivo ridicularizar os artistas e que teve como efeito o cancelamento de 11 concertos.