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Trabalhadores alertam que há "dezenas e dezenas" de falsos recibos verdes na RTP

O grupo de trabalhadores precários da RTP alertou esta terça-feira que continuam a trabalhar "dezenas e dezenas de falsos recibos verdes" no canal público, mesmo depois do final do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP).

Lusa 04 de Maio de 2021 às 20:59
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Numa carta enviada ao primeiro-ministro, António Costa e a vários ministros e deputados, estes trabalhadores referem que, "além dos já antigos precários PREVPAP, há novos precários -- os precários pós PREVPAP", declarando que parece que estão "no universo kafkiano".

"Continuam a trabalhar na RTP dezenas e dezenas de falsos recibos verdes", adiantam, estimando, "com base numa recolha de dados não exaustiva", que serão "já cerca de 200".

Na carta, o grupo de precários diz que estas pessoas "estão sujeitas aos esquemas mais ardilosos, inventivos e desrespeitosos por parte das inúmeras empresas de 'outsourcing', que se alimentam da praga que é a precariedade e que todos os dias não cumprem as leis, com a conivência da RTP".

Dirigindo-se aos membros o Governo, o grupo afirma: "Em última análise a responsabilidade também é vossa, pois permitem tudo isto ao não pôr mão na empresa".

A carta assegura que estes trabalhadores "desempenham e desenvolvem as mesmas funções que os funcionários dos quadros, mas muitas vezes trabalhando mais horas, sofrendo abusos pelas entidades contratantes e, claro, sem direitos".

"Direitos que não existindo agravam a instabilidade laboral, económica e emocional e não promovem a igualdade de oportunidades profissionais e sociais como comprar casa e ter filhos, por exemplo", lamentam.

O grupo recordou que "para quem se inscreveu no PREVPAP" o "processo revelou-se uma luta contra os negacionismos por parte do Conselho de Administração da RTP, presidido pelo Dr. Gonçalo Reis, que ignorou e desrespeitou ostensivamente as diretrizes do Governo".

"Os precários foram vítimas de retaliações por parte das empresas de 'outsourcing' e da própria RTP", passando por anos "de angústias e incertezas" por não "conseguirem obter informações sobre os seus processos, um futuro incerto, hipotecado, contudo continuando a servir a RTP, com a mesma dedicação e afinco", afirmam.

"Felizmente, à data, um bom número de precários já foi integrado, a custo, nos quadros da empresa, vendo assim os seus direitos reconhecidos", lembram, ressalvando, no entanto, que "cerca de 60 pessoas vítimas de erros deste processo continuam à espera de ver a sua situação resolvida".


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