O Negócios pergunta. Descer IVA da restauração foi "erro crasso", como diz FMI e Governo?
O Negócios quer saber a opinião dos seus leitores sobre os assuntos mais relevantes da atualidade. Para isso, coloca regularmente questões aos subscritores do canal de WhatsApp.
Depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter criticado o IVA reduzido na restauração, o ministro das Finanças concordou, lembrando que a medida, tomada em 2016, foi "um erro crasso". Mas quando questionado sobre porque não propõe reverter a medida, Joaquim Miranda Sarmento passou a bola ao Parlamento.
PUB
Lembrando que a redução do IVA da restauração foi decidida há dez anos, no anterior governo socialista, e que custa cerca de mil milhões de euros por ano, Joaquim Miranda Sarmento defendeu que a medida "está errada". Tendo sido tomada numa altura em que a economia estava a recuperar e o setor beneficiava disso, o ministro considerou que reduzir o imposto sobre o setor foi "altamente populista". "É um erro crasso de política económica a orçamental", defendeu.
PUB
Para o FMI, o problema é sobretudo de equidade. “As isenções e taxas reduzidas de IVA não são bem direcionadas e frequentemente beneficiam as famílias de maiores rendimentos (por exemplo, as taxas reduzidas de hotéis e restaurantes). Devem ser eliminadas”, diz taxativamente nas recomendações ao Governo deixadas na semana passada, após uma visita técnica a Portugal no âmbito das consultas regulares do chamado Artigo IV.
Se já segue o nosso canal, participe neste inquérito que começou esta quarta-feira. Os resultados serão revelados na próxima terça-feira, 19 de maio. Se ainda não subscreveu, pode fazê-lo e participar aqui.
PUB
Saber mais sobre...
Saber mais Milhões Mil Milhões de euros IVA medos Fundo Monetário Internacional Joaquim Miranda Sarmento PortugalMais lidas
O Negócios recomenda