O Negócios pergunta. Maioria considera que enterrar linhas elétricas é a melhor solução
Quatro meses depois da tempestade Kristin ter provocado uma das maiores crises recentes na rede elétrica nacional, a E-Redes diz estar a reforçar a resiliência da infraestrutura e a rever decisões históricas de construção da rede perante o aumento de fenómenos meteorológicos extremos.
Na Comissão de Ambiente e Energia, o presidente da empresa que opera a rede de distribuição de eletricidade em Portugal Continental, José Ferrari Careto, revelou que a empresa está já a avançar com enterramento de linhas, reforço estrutural de cabos, mais telecomando e alterações de traçados em zonas florestais consideradas vulneráveis.
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"Temos que estar mais preparados para a frente porque este tipo de situação pode vir a repetir-se", afirmou o gestor.
Entre os exemplos apresentados aos deputados estão o enterramento da linha de média tensão Marinha Grande-Vieira 2 e da linha de alta tensão Rainha Ortigosa-Pinheiros, bem como mudanças de percurso de linhas na Sertã para reduzir exposição a zonas florestais densas.
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Ferrari Careto admitiu também que a tempestade está a obrigar a empresa a rever opções históricas da rede elétrica portuguesa e realçou que não existe uma infraestrutura preparada para resistir a qualquer catástrofe.
No canal de WhatsApp do Negócios, a maioria dos leitores considera que enterrar linhas elétricas é a melhor solução. Entre as 299 respostas obtidas, 184 inquiridos "concorda totalmente" com essa opção para preparar melhor o país para fenómenos climatéricos extremos. Há ainda 49 leitores que concordam com a medida. Por sua vez, um total de apenas 34 inquiridos discorda da solução da E-Redes.
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