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Ouro avança mais de 1% apoiado por queda dos preços do crude. Dólar mantém-se estável

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Foto: Sven Hoppe/picture-alliance/dpa/AP Foto: AP/Lee Jin-man Bolsas asiáticas.
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há 10 min.08h58

Dólar mantém-se estável com "traders" a aguardar avanços nas negociações de paz no Médio Oriente

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a negociar com ligeiras desvalorizações nesta terça-feira, com a “nota verde” a ser pressionada por um recuo dos preços do petróleo nos mercados internacionais, após o Presidente dos EUA ter avançado ontem que as negociações com o Irão continuam de pé.

Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – cede 0,11%, para os 99,089 pontos.

Os investidores têm encarado com cautela as notícias de quaisquer progressos no para pôr fim ao conflito com o Irão, dada a fragilidade do cessar-fogo entre Washington e Teerão alcançado no início de abril. Durante esta terça-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgará dados do emprego, que poderão dar aos “traders” perspetivas mais sólidas sobre o rumo de política monetária na maior economia mundial.

Pelo Japão, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou na terça-feira que as autoridades do país estavam prontas para intervir no mercado cambial, se necessário, à medida que a divisa nipónica se aproxima dos 160 ienes por dólar - nível que levou à intervenção do Governo e Banco do Japão no final de abril para apoiar a desvalorização do iene.

Os mercados aguardam também um discurso do governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, na quarta-feira, à procura de possíveis sinais sobre se o banco central irá avançar com um aumento das taxas na sua reunião da próxima semana.

Face ao iene, o dólar soma agora 0,03%, para os 159,710 ienes.

Já por cá, o euro regista uma subida de 0,15%, para 1,165 dólares, enquanto a libra soma 0,13%, para 1,347 dólares.

há 11 min.08h56

Ouro avança mais de 1% apoiado por queda dos preços do crude

AP / Jae C. Hong

O ouro está a registar ganhos na sessão de hoje, à medida que os "traders" avaliam sinais contraditórios dos Estados Unidos e do Irão sobre uma resolução diplomática para a guerra no Médio Oriente, sendo que uma queda dos preços do petróleo está a impulsionar o metal amarelo nesta manhã.

A esta hora, o ouro avança 1,08%, para os 4.533,330 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 2,46%, para os 76,684 dólares por onça.

Num contexto de novos confrontos perto do estreito de Ormuz durante o fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuavam “a um ritmo acelerado”, contrariando as ameaças anteriores de Teerão de suspender as negociações indiretas com Washington e encerrar totalmente o estreito de Ormuz, em resposta aos avanços militares de Israel no Líbano.

O petróleo registou uma ligeira descida na terça-feira, após ter fixado o maior ganho em cerca de um mês. “O petróleo está a ser negociado em baixa após a subida de preços de ontem, o que impulsionou uma nova subida do ouro”, disse à Bloomberg Ole Hansen, do Saxo Bank. “O ouro continua a dançar ao som do petróleo, dada a ligação à inflação e, com isso, aos movimentos nas taxas, rendimentos e no dólar”, resumiu o especialista.

O metal amarelo caiu acentuadamente após o início do conflito no final de fevereiro e permanece cerca de 14% abaixo do valor anterior à guerra. Normalmente visto como um ativo-refúgio em tempos de crise, o ouro tem-se movido em grande parte numa relação inversa com o petróleo, já que a crise energética alimenta os receios de uma inflação mais elevada que poderá levar, por sua vez, a um aumento das taxas diretoras – o que costuma pressionar o metal amarelo, que não rende juros.

há 58 min.08h10

Petróleo regista ligeira descida após maior subida em um mês devido a impasse entre os EUA e Irão

Jeff McIntosh / The Canadian Press / Associated Press

Os preços do petróleo estão a negociar nesta terça-feira com desvalorizações pouco expressivas, depois de terem registado na sessão de ontem a maior subida em cerca de um mês.

O Brent – de referência para a Europa –, recua 0,64%, para os 94,37 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,71%, para os 91,48 dólares por barril.

A incerteza em relação às negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão aumentou o risco de que o fluxo de energia proveniente do golfo Pérsico pudesse ser restringido por mais tempo, após novos ataques de Israel no Líbano.

Ainda assim, o petróleo acabu por reverter parte dos ganhos depois de o Presidente Donald Trump ter afirmado que as negociações continuavam de pé. O líder norte-americano disse que um memorando de entendimento com o Irão para reabrir o estreito de Ormuz , de acordo com uma conversa telefónica que teve com a ABC News. Washington ainda tinha “de resolver mais alguns pontos” antes de assinar um acordo, afirmou o republicano, citado pela Bloomberg.

A falta de clareza sobre o potencial prolongar do atual cessar-fogo entre Teerão e Washington tem abalado os preços do petróleo, que caíram no mês passado devido ao otimismo de que um acordo poderia ser alcançado. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim referiu também que Teerão e aliados regionais do regime - como os grupos armados Hezbollah e Hamas - colocaram na agenda o encerramento total de Ormuz, bem como do estreito de Bab al-Mandab, na extremidade sul do Mar Vermelho — uma alternativa crítica para as exportações de petróleo de alguns países da região, como a Arábia Saudita.

“Enquanto o tráfego pelo estreito de Ormuz não se normalizar totalmente e o processo de negociação entre os EUA e o Irão continuar incerto, é provável que os preços do petróleo se mantenham elevados e voláteis”, disse à Bloomberg Linh Tran, da XS.com em Ho Chi Minh, no Vietname.

Para aumentar a confusão sentida pelos “traders”, Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentaram versões divergentes sobre uma conversa telefónica relativa aos combates no Líbano. , apoiado pelo Irão, deverá ser alargado para incluir a totalidade do território libanês - e não só Beirute -, com mais negociações a decorrerem na terça e na quarta-feira, afirmou a presidência libanesa numa publicação.

há 58 min.08h09

Ásia encerra dividida com apetite pela IA intacto. Tencent dispara quase 10%

Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira divididos entre ganhos e perdas, numa sessão em que as valorizações voltaram a ser impulsionadas por cotadas ligadas à área da inteligência artificial (IA), que beneficiaram do anúncio de que a , à medida que os investidores continuam a seguir de perto os novos desenvolvimentos em torno da guerra no Médio Oriente.

Por Taiwan, o TWSE ganhou 0,48%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong somou 2,04%, enquanto o Shanghai Composite subiu 0,48%. Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 0,19%. Já quanto ao Japão, o Nikkei recuou 0,43% e o Topix perdeu de 0,54%.

A apoiar o sentimento dos investidores esteve, também, uma queda dos preços do petróleo, com o Brent a registar agora perdas de cerca de 1%, para perto de 94 dólares por barril.

Isto após os preços do crude terem registado ganhos na sessão de segunda-feira, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, terem apresentado versões divergentes sobre uma chamada telefónica entre os dois líderes relativa aos . As versões contraditórias acrescentaram uma nova camada de incerteza nos mercados, ainda que , dando algum alívio aos investidores.

O comércio de IA não está quebrado, mas após uma recuperação tão prolongada, tornou-se extremamente sensível a qualquer notícia que possa reacender a reação em cadeia petróleo-inflação-rendimentos da qual o mercado passou três meses a tentar escapar”, disse à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Global Prime. O entusiasmo sem paralelo pelo comércio de IA tem vindo a impulsionar as ações globais para máximos históricos, compensando a volatilidade do mercado causada pelas tensões no Médio Oriente.

E embora os investidores ainda antecipem que um acordo entre os EUA e o Irão poderá vir a ser alcançado, as condições frágeis no estreito de Ormuz mantêm os preços da energia no centro das atenções como um fator-chave para as perspetivas de curto prazo em relação à inflação e às taxas de juro no arranque de um mês que contará com novas decisões de vários bancos centrais.

Entre os movimentos do mercado, a tecnológica chinesa Tencent Holdings disparou quase 10%. Já a tecnológica taiwanesa Foxconn ganhou mais de 2%, num dia em que anunciou uma parceria estratégica com a empresa francesa Bull para desenvolver infraestruturas de IA e computação na nuvem destinadas ao mercado global a partir da Europa.

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