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Greenfiber Tech - Construção vegetal

Uma piscina feita à base de fibra de coco ou um banco de jardim assente em fibra de cânhamo. Tudo poderá ser possível com os Smart Composites.

Greenfiber Tech - Construção vegetal
Ana Pimentel 31 de Maio de 2012 às 10:11
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Depois de vinte anos como administrador do Grupo Amorim, e de um ano como "council member" para a área da indústria, no Gerson Lehrman, Jorge Santos resolveu mudar o rumo da sua vida. Em Agosto de 2011, criou a Greenfiber Tech, uma empresa que opera com produtos amigos do ambiente. "Nós utilizamos resíduos de outras indústrias da fileira da floresta, com excepção da madeira e evitamos os desperdícios da sua primeira utilização", conta.

A ideia surgiu depois das inúmeras viagens que fez pelo mundo. Constatou que a área do bem-estar estava sempre em desenvolvimento e começou a vasculhar os cadernos onde regista todas as suas ideias. "Primeiro trabalhei sozinho, mas depois o meu filho Nuno Santos juntou-se à equipa, bem como outro ex-colega de trabalho, Paulo Nogueira.

Com uma experiência de 38 anos em gestão, optou por um produto inovador no mercado da indústria de compósitos: os "Smart Composite".

São uma mistura de polímeros com fibras vegetais, como fibra de coco, cânhamo, palmeira, entre outros. "Há uma série de fibras que estamos a estudar para conseguir fazer esta mistura." Objectivo: criar peças de mobiliário e construção mais leves e amigas do ambiente.

Os materiais utilizados em Spas, Health Clubs, ou mesmo em casa, são tradicionalmente construídos com madeiras tropicais. "Com o controle que existe sobre as florestas, há uma maior racionalidade de quantidades, menos disponibilidade e o preço sobe.

O que nós estamos a fazer são produtos alternativos: mais leves do que a madeira, com uma cor natural castanha (sem aditivos), que não precisam de manutenção, incorporam fibras naturais e que recorrem a tecnologias de transformação já existentes."

Fixaram o negócio em três áreas: construção civil, naval e mobiliário urbano. A empresa vai desenhar e produzir peças possíveis de utilizar no exterior, mesmo sujeitos ao sol e à chuva.

Segundo Jorge Santos, a sua mais-valia está no peso, na maior resistência ao choque, ao calor e uma maior impermeabilidade. "Esta foi a nossa inovação: conseguimos uma mistura com uma percentagem muito grande de fibras naturais (entre 60 a 80%, dependendo da aplicação) enquanto o normal é esta percentagem rondar 40 a 50% de fibra."

Palavra de ordem: exportar
A indústria de construção naval e civil dos Estados Unidos da América e o Canadá são os principais mercados da Greenfiber Tech, onde os compósitos podem ser aplicados em barcos, terraços, jardins, piscinas , spa, mobiliário de exterior, entre outros. Os outros mercados são a Escandinávia, países da Europa Central, Rússia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. "A empresa está totalmente direccionada para exportação. Sabemos que existem alguns consumos em Portugal e, se for preciso cobrimos essa área, mas estamos a pensar principalmente em mercados exteriores."

Para o primeiro ano, está prevista uma facturação na ordem de 1,5 milhões de euros. A partir daí, com o desenvolvimento dos produtos e se a empresa trabalhar a uma "velocidade cruzeiro", estima chegar aos 18 a 20 milhões de euros por ano, só com exportações. Contudo, ainda está a ser negociado o financiamento da empresa com capitais de risco.

Jorge Santos não tem dúvidas: o ciclo de investimento vai ser longo e é capaz de se arrastar até Agosto de 2013. Entretanto, está à procura de alternativas de subcontratação para iniciarem actividade antes. "Não queremos estar um ano e meio parados."






Bilhete de identidade

Empresa Greenfiber Techh
bAgosto de 2011
Área de actividade Cleantech - empresa que trabalha essencialmente com produtos amigos do ambiente.
Investimento Inicial Dois milhões de euros
Número de colaboradores previsto 40
Sede NET - Novas Empresas e Tecnologias (Business and Innovation Centre do Porto)






Apoios à inovação

A Greenfiber Tech foi criada no âmbito do EIBTnet , um programa que apoia a criação de empresas inovadoras e de base tecnológica promovido pela NET - Novas Empresas e Tecnologias S.A. (BIC Porto) e co-financiado pelo ON2 - O Novo Norte e QREN, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A empresa situa-se no edifício Promonet, usufruindo dos apoios necessários nesta fase de arranque. "A NET compreende bem o que as empresas como a nossa necessitam em cada etapa da sua vida, fornecendo um conjunto de nutrientes traduzidos em serviços de qualidade que não se encontram em qualquer sítio" , afirma Paulo Nogueira, director de "marketing", vendas e logística da Greenfiber Tech. "Sabemos que estamos num meio que nos proporciona várias vantagens" , acrescenta.


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