pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

MedicineOne - Ganhos na saúde

Dar à classe médica o historial dos pacientes de forma rápida e fiável é um dos objetivos do "software" da MedicineOne. A solução visa dar resposta nos cuidados primários, hospitalares e continuados permitindo ganhar em saúde e poupar em recursos.

05 de Maio de 2011 às 11:19

O empreendedor recorda que, na altura em que, com a ajuda de um médico amigo, iniciou o desenvolvimento do primeiro sistema de gestão clínica nacional, eram poucos os médicos com computador e ainda menos os que achavam importante ter "software" para conhecer o historial do paciente nas consultas.

Depois deste primeiro revés, o projecto foi crescendo "muito lentamente" e amadureceu. Um período que, apesar de forçado pelas condições do mercado, é visto hoje por João Domingos como essencial para que se viessem a criar "as condições ideais para um recomeço mais sólido em 2003". Hoje, a MedicineOne conta com clientes como o Sport Lisboa e Benfica, José de Mello, TAP, EDP e vários hospitais da Misericórdia. No sector público, fornece o Instituto Português de Oncologia, o Hospital Militar, os Hospitais da Universidade de Coimbra e vários centros de saúde e unidades de saúde familiares.

Grande guerras, armas fortes

Foi no novo milénio que a MedicineOne encontrou meios para dar passos mais ambiciosos. Não só tinha um "conhecimento bastante grande do mercado", como sabia que "havia espaço e imensas oportunidades de melhorar o que até então tinha sido feito", diz João Domingos.

A concorrência da MedicineOne é constituída, na sua maioria, por empresas de dimensão maior, integradas em grandes grupos empresariais. Competir com elas é "um desafio complicado", admite João Domingos.

Guerras duras exigem armas eficazes, armas que garante possuir na sua oferta. "Decisões tecnológicas acertadas, nomeadamente ao nível da arquitectura aplicacional" têm permitido "disponibilizar a baixo custo soluções muito eficazes", garante. Outra arma é a atenção dada ao aspecto gráfico da solução, bem como a cultura da empresa, uma atitude "yes we can" que "transparece para os clientes".

Internacionalizar para perdurar

Nos primeiros anos de actividade não houve recurso a capitais externos, contando quase em exclusivo com recursos próprios. Só com o tempo foi possível dar forma a projectos parcialmente financiados pela Agência da Inovação e pelo QREN, uma "boa ajuda para consolidar e apressar o crescimento" da MedicineOne.

Embora o crescimento da facturação fosse lento nos primeiros anos, a empresa acabou 2010 com um volume de negócios de 1,5 milhões de euros, mais de 15 vezes em relação ao seu primeiro ano de vida.

Com uma equipa de cerca de 40 pessoas - que deverá este ano crescer até às 50, na sua maioria engenheiros de "software"-, a empresa tem clientes em Angola, Moçambique, Timor e Brasil. Este último país é a grande aposta da MedicineOne em 2011, que a empresa vai acelerar a internacionalização, "a única forma segura de crescer e perdurar."

Bilhete de Identidade

Nome MedicineOne, life sciences computing SA

Início de Atividade 12 de Fevereiro de 2003

Actividade Software para a área da medicina

Localização Coimbra

Colaboradores 40

Site www.medicineone.net

Erros remediados

Com um peso elevado na facturação da MedicineOne, o Estado, como se queixam muitos empreendedores, paga tarde e a más horas. A empresa chegou a receber pagamentos 16 meses após o fornecimento, o que lhe causou grandes dificuldades e chegou a pôr em risco a sua sobrevivência. "Deveríamos ter previsto isso de início e apostar mais fortemente na área privada", comenta João Domingos. Outro erro que hoje reconhece ter cometido foi o de não apostar o suficiente na comunicação e no "marketing". "Durante anos, os nossos vendedores eram apenas os nossos clientes e isso prejudicou o nosso crescimento". Outro problema que hoje identifica foi o de não ter investido, desde o início, numa certificação que ajudasse a melhorar a qualidade de todos os processos de trabalho. "Hoje, temos em curso uma certificação CMMI que está a transformar a empresa para melhor e os resultados já são visíveis."

Incerteza, aprender a viver com ela

Aos 43 anos, casado, com três filhos e amigos na área da medicina, que o ajudaram a perceber que passos dar a seguir, João Domingos olha para trás e confessa que criar a empresa não deixou de ser "uma aventura bem solitária". O risco é grande e "é mais fácil perder tudo do que atingir algo extraordinário". E esse medo foi o maior desafio que, inicialmente, João Domingos teve que vencer. Depois de se começar "vêm os desafios a sério, alguns imprevistos, outros de dimensões bem diferentes do que se tinha imaginado". A incerteza está sempre presente em cada decisão. "Avançar apesar dela é sempre a maior dificuldade." Ficam, por isso, os conselhos que o empreendedor deixa a quem se queira aventurar nestas lides: "dominar os receios e nunca desistir."

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.