Start-ups Governo altera regras do Fundo 200M para investimento em PME

Governo altera regras do Fundo 200M para investimento em PME

O Governo alterou regras do Fundo 200M, de coinvestimento em startups e PME portuguesas, equiparando os coinvestidores portugueses aos estrangeiros. Até ao momento o Fundo 200M investiu em três empresas, que receberam financiamento de 33 milhões de euros, dos quais cerca de 11 milhões de capitais públicos.
Governo altera regras do Fundo 200M para investimento em PME
Pedro Curvelo 04 de julho de 2019 às 13:21

O Governo aprovou uma alteração às regras do Fundo 200M, um fundo de coinvestimento público e privado para capitalizar pequenas e médias empresas (PME), indica o comunicado do conselho de ministros realizado esta quinta-feira.

A alteração, refere o documento, "possibilita a equiparação entre coinvestidores nacionais e coinvestidores estrangeiros para efeitos de investimento em startups e PME portuguesas". O objetivo, prossegue, é alargar o universo de potenciais coinvestidores.

Adicionalmente, foi aprovada a flexibilização da gestão do Fundo 200M "sem comprometer o acompanhamento e supervisão das tutelas".

Criado em outubro de 2017, o Fundo 200M dispunha de uma dotação pública de 100 milhões de euros para coinvestimento aos quais se somaria um valor idêntico por parte de coinvestidores privados.

O fundo, que é gerido pela PME Investimentos, investiu até ao momento em três empresas de base tecnológica "na área da saúde e da economia digital", indica o Governo. As empresas em causa são a Biosurfit, a 360Imprimir e a LiMM e os coinvestidores privados são portugueses, franceses, alemães e suecos.

Os investimentos nestas três empresas totalizam 33 milhões de euros, tendo "o aporte do Fundo 200M sido de cerca de 11 milhões de euros, o que permite um relevante rácio de praticamente 1 para 2 entre capital público e privado".

O Estado torna-se acionista das empresas cujas candidaturas sejam aprovadas, dispondo os coinvestidores privados de uma opção de compra da posição do Estado.


O valor mínimo de investimento estatal é de 500 mil euros e o máximo de cinco milhões de euros, ou seja, as candidaturas têm de ter um investimento privado de igual montante.




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