EUA querem limitar exportações de materiais para produzir "chips" na China
Os Estados Unidos estão a considerar limitar a exportação de materiais para fazer "chips" de memória para a China, de acordo com fontes citadas pela Reuters.
A possível aprovação desta medida é vista como parte de uma proposta que pretende reduzir os avanços tecnológicos no setor de semicondutores na China. Ao mesmo tempo os EUA pretendem proteger as empresas norte-americanas, tais como a Western Digital Corp e a Micron Technology, que representam um quarto do mercado de "chips" NAND, um tipo de "chips" usado em telemóveis que permite o armazenamento de dados (de memória) "offline".
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Caso o governo norte-americano prossiga com a proposta podem estar também em causa as relações com a Samsung, empresa sul-coreana, que tem duas fábricas na China. Adicionalmente, a entrada em vigor desta medida marcaria também o primeiro passo por parte dos Estados Unidos com vista a prejudicar a produção de "chips" sem aplicações militares na China, representando assim uma nova visão mais alargada da segurança nacional dos EUA.
De acordo com a Reuters, o porta-voz do Departamento de Comércio responsável pelo controlo de exportações, adianta que "a administração Biden está focada em enfraquecer a capacidade da China para produzir semicondutores avançados, com o objetivo de pôr fim aos riscos significativos de segurança nacional nos Estados Unidos".
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