Receitas da Amazon aquém das estimativas no quarto trimestre
A Amazon.com registou receitas decepcionantes no quarto trimestre - que correspondeu ao período de Outubro a Dezembro de 2016 e que incluiu o período natalício, que costuma ser bom para as vendas.
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Além disso, sublinhou que a facturação do presente trimestre poderá ficar abaixo das expectativas, o que intensificou os receios de que o aumento dos gastos em armazéns, filmes e gadgets não esteja ainda a traduzir-se num crescimento suficientemente rápido, refere a Bloomberg.
A tecnológica liderada por Jeff Bezos registou um volume de negócios de 43,7 mil milhões de dólares no quarto trimestre, o que representou um aumento de 22% face ao período homólogo do ano precedente – mas ficou aquém da estimativa média dos analistas auscultados pela Bloomberg, que apontava para 44,7 mil milhões (os analistas inquiridos pela Reuters esperavam uma média de 44,68 mil milhões).
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O resultado líquido, por seu lado, ascendeu a 749 milhões de dólares (1,54 dólares por acção), quando as projecções do consenso de mercado contavam com 1,36 dólares por acção. Apesar de o lucro por acção ter superado as previsões, os números das receitas estão a pesar mais no sentimento dos investidores.
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Para o actual trimestre, a empresa sedeada em Seattle estima que as receitas se cifrem num intervalo compreendido entre 33,3 e 35,8 mil milhões de dólares. Mas os analistas projectavam 36 mil milhões, o que também os desiludiu.
O mercado reagiu de imediato em baixa, com as cotações a caírem 4,43% no "after-hours" em Nova Iorque, para 802,45 dólares, depois de terem encerrado a negociação do horário regular desta quinta-feira a somar 0,91% para 839,95 dólares.
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"Apesar de ter superado as estimativas para os lucros, a conjugação de ficar aquém nas receitas e de ter uma fraca ‘guidance’ [para o actual trimestre] foi demasiado para os investidores", comenta a US News.
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A maior retalhista online tem dominado o comércio electrónico nos EUA com a sua subscrição Amazon Prime por 99 dólares, que inclui descontos nas entregas, streaming de música e vídeo - para desafiar sobretudo as rivais Netflix e Spotify - e armazenamento de fotos. Ainda assim, os investidores estão preocupados com "a natureza imprevisível dos gastos da Amazon", salienta a Bloomberg.
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