TekPrivacy do Porto acelera no top 20 do programa de inovação da chinesa Fosun

A “spin-off” da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que está a desenvolver um produto “inovador” voltado para a proteção de dados, foi uma das 20 startups selecionadas, entre mais de 600 candidaturas de todo o mundo, no acelerador de projetos-piloto Protechting.
Equipa da TekPrivacy.
D.R.
Rui Neves 13:30

O programa de inovação Protechting, desenvolvido no grupo Fidelidade em parceria com a Fosun Foundation, o Hospital da Luz Learning Health e, pela primeira vez, com a seguradora peruana La Positiva, selecionou 20 startups que operam em verticais de “insurtech, healthtech, tech enablers e sustainability”.

A edição deste ano, a oitava do Protechting, destaca-se como a mais internacional da história do programa, expandindo o seu eixo tradicional entre a Europa e a China para abranger também o talento da América Latina.

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O programa promovido por empresas detidas pelo grupo chinês Fosun rececionou mais de 600 candidaturas, naquela que é uma edição recorde, tendo sido selecionadas sete portuguesas, sete de outros países europeus e meia dúzia de países fora da Europa.

A “spin-off” TekPrivacy, criada na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), foi uma das selecionadas.

“Os dados pessoais são o presente e o futuro e valem milhões de euros. São úteis a empresas das mais variadas áreas, mas não existe ainda nenhuma tecnologia que proteja a sua privacidade. A TekPrivacy tem a solução, agora validada na 8.ª edição do Protechting”, garante a FCUP, em comunicado.

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“Em 2024, o valor da monetização de dados na UE27 atingiu os 29,5 mil milhões de euros, refletindo um aumento significativo de 15,3% face a 2023. Mas estes números podem estar em causa por ausência de soluções tecnológicas que permitam retirar o valor dos dados sem comprometer o quadro legal em vigor (RGPD)”, contextualiza Luís Antunes, CEO da TekPrivacy e professor da FCUP.

Ora, a “spin-off” da Universidade do Porto criou o Tek-Risk, ferramenta “alinhada com a estratégia de dados da União Europeia, em particular com o Espaço de Dados de saúde”, a qual, afiança Antunes, “permite calcular com precisão o risco de privacidade do tratamento de um determinado conjunto de dados para uso secundário”.

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Traduzindo por miúdos, “a informação pessoal, após ser transformada, é avaliada de forma rigorosa, fazendo com que o utilizador final possa minimizar o risco sem comprometer a utilidade dos dados para, por exemplo, investigação científica, análise/estudos de tendências, definição de novos produtos e/ou serviços, entre outros”, explica a FCUP.

Luís Antunes representou a TekPrivacy, atualmente incubada na UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, no “Matching Day”, um encontro em que as startups selecionadas conheceram os mentores da Fidelidade e da Luz Saúde que as acompanharão ao longo do programa.

Para Antunes, esta é “uma oportunidade de ouro” para dar forma a uma tecnologia “deeptech” criada por docentes, investigadores e alunos da Faculdade de Ciências. “Permite-nos a validação do nosso produto por duas grandes empresas e mostra a sua importância e aplicabilidade prática”, enfatiza.

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Este programa dinâmico de inovação, que é apoiado pela Fábrica de Startups, consiste num acelerador de projetos-piloto e vai permitir à TekPrivacy desenvolver o seu produto “inovador” voltado para a proteção de dados.

As 20 startups escolhidas na 8.ª edição do Protechting entram agora numa fase crítica: o desenvolvimento de projetos-piloto. O objetivo é testar soluções reais que possam ser integradas nos negócios dos parceiros.

Desde a sua fundação, o Protechting já permitiu o desenvolvimento de 70 pilotos.

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