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CEO da Nvidia viaja até Pequim para contornar restrições de Trump

Jensen Huang encontrou-se com o líder da DeepSeek para discutir uma nova linha de semicondutores que consiga contornar as restrições da Casa Branca. A visita a Pequim rendeu ainda um encontro com um dos vice primeiros-ministros do país.

Jensen Huang, Nvidia
Jensen Huang, Nvidia Ritchie B. Tongo/EPA
17 de Abril de 2025 às 12:31

As novas restrições às exportações de "chips" da Nvidia para a China está a fazer com que a tecnológica reavalie os planos para o futuro. Para evitar perdas que estima estarem na ordem dos 5,5 mil milhões de dólares, o CEO da empresa, Jensen Huang, aterrou esta quinta-feira em Pequim para se encontrar com um dos braços direitos de Xi Jinping e com o líder da DeepSeek.

De acordo com o Financial Times, que cita múltiplas pessoas familiares com a empresa, Huang encontrou-se com Liang Wenfeng para encontrar uma forma de contornar as novas licenças exigidas por Washington.

"A China é um mercado muito importante para a Nvidia", explicou o líder da tecnológica norte-americana, citado pela emissora nacional CCTV. Huang espera que a sua empresa continue a operar no país e, para isso, está a discutir com a DeepSeek uma nova linha de semicondutores, desenhados apenas para o mercado chinês.

O "chip" H20, que está na mira da Casa Branca, já tinha sido produzido para contornar as restrições impostas pela administração Biden, com o objetivo de diminuir o volume de exportações para a China. Estes semicondutores têm uma capacidade inferior aos "chips" mais poderosos da empresa, mas, apesar de menos rápidos, são uma importante fonte de receitas para a Nvidia, tendo gerado entre 12 a 15 mil milhões de dólares em vendas em 2024.

Jensen Huang encontrou-se ainda com um dos vice primeiros-ministros do país, He Lifeng, de acordo com o jornal britânico. Apesar de, noutras alturas, ter evitado encontros públicos com membros do governo chinês, desta vez o CEO da Nvidia parece querer mandar uma mensagem a Washington. O Financial Times afirma que os detalhes da viagem foram finalizados depois de Donald Trump anunciar estas novas restrições.

Numa primeira reação às novas restrições de Doanld Trump, a Nvidia chegou a afundar mais de 9% em bolsa na quarta-feira, terminando a sessão com perdas de 6,9%. Em termos de capitalização bolsista, só num dia, a tecnológica que já foi a empresa mais valiosa do mundo perdeu mais de 188 mil milhões de dólares. Outras empresas do setor foram "de arrasto": a Advanced Micro Devices caiu 7,4%, contagiada também pelos lucros da holandesa ASML, que não animaram o mercado.  

A China é um dos mercados mais importantes da Nvidia, com o grupo a registar vendas de 17 mil milhões de dólares no país em 2024. No entanto, Pequim tem tentado diminuir a sua dependência dos semicondutores da norte-americana nos últimos tempos, redirecionando as empresas chinesas para os "chips" produzidos pela Huawei. Apesar de tudo, o plano não está a colher grandes frutos, uma vez que as tecnológicas do país estão a enfrentar vários problemas com o Ascend AI.

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