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Cinco tecnológicas dos EUA têm nos cofres mais de dois PIB de Portugal

Apple, Microsoft, Alphabet, Cisco e Oracle. Estas cinco tecnológicas norte-americanas tinham em caixa 504 mil milhões de dólares no final de 2015. Corresponde a perto de um terço do valor total amealhado pelas maiores empresas não financeiras dos EUA.

Bloomberg
Negócios 20 de Maio de 2016 às 20:22

Cinco gigantes das tecnologias nos Estados Unidos acumulavam, no final do ano passado, 504 mil milhões de dólares (cerca de 450 mil milhões de euros), o que representa perto de 2,5 vezes o PIB de Portugal, segundo as contas da agência de rating Moody’s.

Trata-se de um valor recorde, conforme sublinha o Financial Times, que mostra como o dinheiro está cada vez mais concentrado em "meia dúzia" de grupos que procuram evitar ser penalizados fiscalmente. Isto porque muitas grandes multinacionais norte-americanas têm estado a deixar os seus lucros fora do território dos EUA, num esforço para contornarem o encargo tributário que representa a transferência dos lucros de volta para terras do Tio Sam – no âmbito de um "complexo código fiscal", acrescenta o FT.

O dinheiro arrecadado pela Apple, Microsoft, Alphabet (que detém Google), Cisco e Oracle corresponde a perto de um terço do valor total de 1,7 biliões de dólares detido nos balanços das empresas não-financeiras norte-americanas no final de 2015, refere o relatório da Moody’s citado pelo jornal britânico.

A Oracle foi a última a entrar neste top 5, depois de destronar a farmacêutica Pfizer após esta ter concluído a compra da Hospira por 17 mil milhões de dólares.

É a primeira vez que os cinco maiores "acumuladores" de dinheiro são exclusivamente empresas tecnológicas (todas integrantes do índice bolsista Nasdaq) – um sector que gera um maior valor com as vendas fora dos EUA do que qualquer outra indústria e que também se tem visto envolvido em várias disputas fiscais, tanto nos Estados Unidos como na Europa.

"O crescente volume de dinheiro também mostra como os conselhos de administração das empresas norte-americanas estão reticentes em investir nas suas empresas, preferindo, em vez disso, aumentar o valor destinado à distribuição de dividendos.  

Em termos gerais, os gastos em coisas como novos equipamentos diminuíram 3%, para 885 mil milhões de dólares, numa altura em que as empresas da área da energia e minas se têm refreado perante a forte queda dos preços das matérias-primas, sublinha o FT.

"As empresas estão a preferir acumular dinheiro", comentou ao jornal norte-americano o principal responsável de investimento do BMO Private Bank, Jack Ablin.

Ainda segundo os dados da Moody’s, a Apple representava no final do ano passado mais de um décimo do total das reservas em dinheiro, com 216 mil milhões de dólares – 93% dos quais fora dos Estados Unidos. 

O aumento de dinheiro "armazenado" tem também um outro efeito, destaca a Moody's no seu relatório: mascara o rápido aumento da dívida. Com efeito, segundo os dados da agência de rating, pela primeira vez desde 2012 o dinheiro, investimentos de curto prazo e investimentos líquidos de longo prazo fixaram-se abaixo das maturidades de toda a dívida a vencer nos próximos cinco anos. 

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