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Novos óculos da Meta na Europa? Zuckerberg suspende expansão devido à procura americana

Os Meta Ray-Ban Display deveriam chegar a três países europeus no início deste ano, mas as encomendas estão agora em pausa. A dona do Facebook quer focar-se nos EUA, onde já vendeu mais de 15 mil dispositivos em três meses.

Mark Zuckerberg Meta óculos
Mark Zuckerberg Meta óculos Godofredo A. Vásquez/AP
07 de Janeiro de 2026 às 13:30

Os novos óculos inteligentes da dona do Facebook, em parceria com a Ray-Ban, não vão chegar à Europa. Pelo menos nos próximos meses, garante a empresa. A Meta justificou a decisão de pausar a expansão para a Europa e também Canadá devido à elevada procura que os aparelhos estão a registar no mercado interno, os Estados Unidos da América (EUA). 

Os Ray-Ban Meta Display foram apresentados em setembro passado, apresentando-se como o primeiro modelo com ecrã integrado, uma inovação face aos modelos anteriores. Estes novos óculos, cuja comercialização arrancou nos EUA a 30 de setembro, incorporam um ecrã digital de elevada resolução que apenas aparece quando é utilizado, permitindo que o utilizador realize tarefas que apenas seriam possíveis nos telemóveis ou nos smartwatches, como ver mensagens, atender chamadas e ver vídeos, nunca bloqueando o campo de visão.

"Os Meta Ray-Ban Display são um um produto inédito com um 'stock' extremamente limitado", lê-se numa mensagem publicada pela empresa liderada por Mark Zuckerberg. "Desde o seu lançamento no outono, temos observado um interesse avassalador e, como resultado, as listas de espera estendem-se ao longo de 2026", revela a Meta, indicando que a lista de espera para obter este aparelho está a prolongar-se por vários meses.

Perante a elevada procura sentida no mercado americano, a dona da Ray-Ban tinha admitido que ia acelerar a capacidade de produção nos meses seguintes. Nos primeiros três meses de vendas, de acordo com dados revelados pela IDC, foram vendidas mais de 15 mil pares de óculos Display.

Apelidando a procura no mercado interno como algo "sem precedentes", a Meta revela que a expansão internacional foi suspensa, não existindo qualquer previsão de nova data de chegada dos dispositivos inteligentes aos mercados europeus. "Devido à procura sem precedentes e ao 'stock' limitado, decidimos suspender a nossa expansão internacional planeada para o Reino Unido, França, Itália e Canadá, que estava originalmente prevista para o início de 2026. Continuaremos a concentrar-nos nas encomendas dos EUA enquanto reavaliamos a nossa abordagem à disponibilidade internacional", adianta a empresa.

Estes óculos, desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica, têm um preço de 799 dólares (683 euros, à taxa de câmbio atual) no mercado americana, um valor menos amigo do bolso quando comparado com os Oakley Meta Vanguard, mais virado para os atletas e que têm um preço de 499 dólares (427 euros), ou com os Ray-Ban Meta (Gen 2) cujo preço está em 379 dólares (324 euros), que já possui comandos de voz para mandar mensagens e fazer telefonemas, bem como gravar vídeos e tirar fotografias. 

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