"Bastava um ano sem baixar receitas para as coisas no Público ficarem mais fáceis"
O jornal Público é detido pela Sonaecom e continua a ter rentabilidade negativa. A Sonaecom garante que se tem trabalho para inverter a situação.
Para o presidente da Sonaecom, os custos no Público têm reduzido, mas as receitas também têm sofrido. "Como repararam [na apresentação dos números da quebra de custos, mas também das receitas em 2011] quase dá a ideia que se vai com um ano de atraso. Consegue-se baixar os custos, mas as receitas baixam na mesma. Bastava que num ano as receitas não baixassem para que as coisas ficarem mais fáceis".
Mas, "naturalmente a equipa tem trabalhado em todas as frentes e o dinamismo das mudanças, que se notam, mostra isso. Têm trabalhado para inverter essa situação e procurar tirar partido de um activo, da marca, da credibilidade que tem, participando nas diferentes frentes para ver se consegue tirar mais partido desses activos que sabemos que o Público tem".
O Público está inserido no segmento de negócio da Sonaecom definido como Media e Online que, além do jornal, integra o "site" de leilões Miau.pt.
Neste negócio de Media e Online, o volume de negócios desceu, em 2011, 12,9% para 25,91 milhões de euros, enquanto os custos caíram 6,2% para 29,64 milhões de euros. O EBITDA foi negativo em três milhões de euros.
As vendas de publicidade caíram em 2011 um total de 13,8% para 10,48 milhões de euros, enquanto as vendas de jornais ficaram-se pelos 10,43 milhões de euros, uma queda de 3,6%.