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Utilizar o seu “smartphone” e PC pessoais no trabalho. Sim ou não?

E se o seu patrão lhe permitisse ter acesso a toda a informação de trabalho no seu “smartphone”, computador ou tablet pessoais? A Cisco quer investir no aumento da produtividade das empresas e, na sua visão, esse caminho faz-se promovendo a flexibilidade dos trabalhadores sem quebras de segurança.

15 de Fevereiro de 2013 às 19:35

“Bring Your Own Device-BYOD” (Traga o seu próprio dispositivo) é a solução proposta pela Cisco para as empresas que estão empenhadas em aumentar a produtividade dos seus negócios, defende a tecnológica.

“99% do que estará ligado daqui a 5/10 anos ainda não está ligado actualmente, por isso o pontencial é enorme”, disse Nuno Ferraz de Carvalho, director-geral da Cisco Portugal.

O gestor, num encontro com jornalistas, explicou a visão da Cisco: incentivar “as pessoas a trabalharem como quiserem, quando e onde quiserem e com os dispositivos que quiserem”, sem que para isso a empresa tenha que aumentar o seu parque informático.

“A mobilidade é, hoje em dia, uma questão fundamental. A nossa proposta é fazê-lo em segurança e utilizando o seu dispositivo”, avançou Nuno Ferraz de Carvalho.

Mas isso não é uma pressão para trabalhar mais? A esta questão, o director-geral da CiscoPortugal, disse apenas “somos a favor do trabalho autónomo e a segurança e a forma como acede à informação é formatada à medida”.

Rui Brás Fernandes, responsável pela área de “wireless” da CiscoPortugal, explica que “é possivel indentificar o tipo de dispositivo, as horas e o local a que o colaborador tem acesso à informação e dá-se para isso instrução de trabalho”.

A Cisco Portugal não detalha o desempenho que a subsidiária está a ter em Portugal. Mas, Nuno Ferraz de Carvalho refere que “o que estamos a ver é que as PME estão mais susceptíveis a adoptar este modelo”. A procura das empresas vai desde os negócios de telecomunicações, a indústria e há a hipótese de um banco iniciar a integração em Portugal.

Quanto ao investimento, uma solução deste género, para 100 trabalhadores poderá rondar os 15 mil euros.

No que concerne ao desempenho do mercado nacional, para a Cisco, Nuno Ferraz de Carvalho refere apenas: “as áreas de maior crescimento na Cisco (a nível internacional) são o SP Video, Cloud e Mobilidade, e Portugal está alinhado com os mesmos padrões”.

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