Governo brasileiro defende que plano da Oi deve manter activos de serviços prestados

O plano de recuperação judicial da operadora de telecomunicações Oi, apresentado na segunda-feira, deve manter o conjunto de activos ligados a serviços prestados actualmente pela empresa, defendeu esta terça-feira o Governo brasileiro.
Reuters
Lusa 06 de Setembro de 2016 às 21:09

O plano, entregue à Justiça do estado do Rio de Janeiro, "poderá promover" a alienação, "directa ou indirectamente", de activos, entre os quais operações de telefonia móvel, a rede de fibra óptica no estado de São Paulo e activos detidos pela PT Participações SGPS em operadoras de telecomunicações em África e na Ásia.

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O secretário de Telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações do Brasil, André Borges, citado pelo diário Valor Económico, chamou a atenção que o serviço móvel tem um "valor muito grande" da Oi, como a "presença nacional" da prestadora. 

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"Acharia estranho abrir mão de um serviço tão importante", referiu o secretário, que participava num evento do sector em Brasília.

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Dentro do que tem visto na definição do plano de recuperação, André Borges realçou que os serviços da empresa seriam preservados. "Do nosso ponto de vista, o que gostaríamos de ver é a preservação das características [da Oi] para concorrer com as demais operadoras nacionais, que têm as mesmas características", referiu.

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André Borges salientou ainda que a troca de valores de multa a pagar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por investimentos será importante para a expansão das redes de banda larga no Brasil.

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O acordo mais aguardado no sector envolve a Oi, que negocia com o regulador o montante de 10 mil milhões de reais (2,77 mil milhões de euros).

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Actualmente, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) relativo a essa troca está parado no Tribunal de Contas da União.

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A maior operadora de telefone fixo do Brasil e a quarta em rede móvel apresentou, em Junho, o maior pedido de recuperação judicial da história do país, que inclui um total de 65,4 mil milhões de reais (17,9 mil milhões de euros) de dívidas.

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A Pharol (antiga Portugal Telecom) detém cerca de 27% da operadora de telecomunicações brasileira.

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