Apagão leva a aumento de incidentes de segurança em 2025
O número de incidentes reportados em Portugal aumentou ligeiramente em 2025, com o segundo trimestre a ser o mais impactado devido ao apagão de 28 de abril. Região Norte foi a que sofreu mais incidentes de segurança.
A falha do fornecimento de bens ou serviços e os acidentes ou fenómenos naturais estiveram na origem da maior parte das notificações registadas pelo Centro de Reporte de Notificações em 2025, com o segundo trimestre a observar o maior número de participações.
Foi no segundo trimestre que aconteceu o apagão, que levou Portugal a ficar às escuras por mais de 12 horas seguidas no dia 28 de abril. De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o apagão foi o principal incidente reportado em todo o ano, o que levou a que a tendência observada no ano anterior se mantivesse, embora com um aumento menos expressivo.
Em 2025, o número de incidentes de segurança ficou-se nos 87, assumindo uma subida de 6%, ou cinco, em relação ao ano precedente. Depois da falha de fornecimento, os ataques maliciosos e a manutenção ou falha de hardware ou software foram as causas mais identificadas para as notificações reportadas.
"A maioria dos incidentes de segurança teve impacto simultâneo em mais de um serviço de comunicações eletrónicas acessíveis ao público. Os serviços de telefonia fixa e Internet fixa foram os mais afetados, com 59% do total de incidentes de segurança, seguindo-se o serviço de TV por subscrição (46%)", destaca a Anacom.
O impacto teve uma duração total de 2.412 horas, um decréscimo face às 2.570 horas verificadas no ano anterior. "Simultaneamente, verificou-se um acréscimo significativo do número total de assinantes/acessos afetados, de 1,9 milhões para 14,6 milhões, valor que se deve essencialmente ao apagão de 28 de abril", justifica a entidade liderada por Sandra Maximiano.
Destes acidentes, cinco assumiram abrangência nacional, enquanto os restantes se espalharam pelos distritos de Portugal continental, com o regulador das telecomunicações e serviço postal a apontar que os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Leiria e Évora a serem os mais impactados.