Digi vende mais serviços em Portugal e ganha sete euros por utilizador em 2025
A operadora romena terminou o seu primeiro ano completo com cerca de 850 mil serviços vendidos em Portugal. Juros de empréstimos contraídos para construir redes em território nacional pressionaram contas.
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A Digi conseguiu aumentar a sua atuação no mercado nacional em 2025, levando à estabilização da subida do preço das telecomunicações e atraindo mais utilizadores, naquele que foi o seu primeiro ano completo de atividade. No ano passado, a operadora romena "low-cost" ganhou sete euros por mês por cada utilizador no território nacional.
Com base na média anual, a receita média por utilizador fixou-se nos sete euros mensais, abaixo dos 7,6 euros que tinham sido registado no ano passado, quando a Digi tinha apenas dois meses de operação.
Ainda assim, a operação portuguesa foi a segunda mais elevada, o que ajudou a que a receita média do grupo por cada utilizador se mantivesse estável. Portugal perde apenas para Espanha, cuja receita se situou em 7,9 euros mensais, uma quebra face aos 8,7 euros de 2024.
O grupo de telecomunicações revelou receitas globais de 2,21 mil milhões de euros em 2025, mais 15,2% que no ano anterior, e um EBITDA de 708 milhões de euros, sendo que a margem desceu para 31,2%. Já a dívida líquida fixou-se em 1,8 mil milhões de euros, enquanto o capex desceu para os 797,9 milhões de euros.
Na totalidade do ano, a Digi registou 471 mil clientes de serviço móvel, segmento em que apresenta o maior crescimento. O serviço fixo contabiliza 379 mil clientes, dos quais 159 mil são de internet e dados móveis, 132 mil de televisão e 88 mil de telefone fixo. Com exceção do serviço de telefone fixo, todos os serviços cresceram face aos dados do terceiro trimestre.
Num relatório divulgado ao início da manhã, a operadora "low-cost" aponta custos superiores a 142 milhões de euros no grupo, um aumento de 131% face aos 61,6 milhões de euros de 2024, justificando que estes foi impulsionado por maiores despesas com juros de novos empréstimos e "pela contabilização como despesa dos juros relacionados com empréstimos utilizados para construir as redes em Portugal".
Em toda a operação europeia, a Digi relata a existência de 32 milhões de serviços, tendo obtido uma receita média de 5,7 euros mensais por cada cliente. A Roménia e Espanha foram as geografias que mais deram a ganhar à operadora "low-cost", ainda que a operação na "casa-mãe" tenha sido a que deu menor ganho, na ordem de 4,4 euros mensais por consumidor, em linha com o ano passado.
As despesas operacionais do grupo ascenderam a 1,7 mil milhões de euros, um acréscimo de 21,8% face a 2024, "impulsionado principalmente pela expansão da rede e crescimento da base de clientes das operações em Espanha e Portugal". Também os benefícios aos funcionários atingiram os 413,9 milhões de euros, "em linha com o desenvolvimento dos negócios em Espanha e Portugal".
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