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Dono da Altice continua a vender o império para reduzir dívida

O grupo Altice soma uma dívida superior a 60 mil milhões de euros e Patrick Drahi está a desfazer-se de ativos para conseguir reduzir o passivo. Desta vez, quer vender a sua participação numa empresa alemã.

Patrick Drahi
Patrick Drahi Miguel Baltazar
12:43

O fundador da Altice continua a desfazer-se dos ativos do império que criou nos últimos anos. Desta vez, o foco está na Alemanha. Patrick Drahi quer vender a participação que a Altice tem na OXG Glasfaser e já andará a sondar potenciais compradores, revelou o Financial Times. 

Drahi tem metade da OXG Glasfaser, enquanto a restante "joint-venture" é composta pela Vodafone alemã. O objetivo do milionário é reduzir a dívida que continua a pesar nas contas da Altice, uma vez que a empresa de fibra ótica na Alemanha estará avaliada em dois mil milhões de euros. Contudo, o empresário vai precisar da aprovação da Altice para a concretizar do negócio, o que pode impactar a rapidez com que a venda é efetuada.

Patrick Drahi já tinha tentado encontrar um comprador para a sua participação no capital da OXG Glasfaser no início do ano passado, mas o negócio nunca chegou a ir para a frente. Estimou-se que Drahi estava apenas a sondar o mercado. Agora, de acordo com a publicação, Drahi enviou documentação a um leque de interessados.

Aquando do seu lançamento, em março de 2023, a "joint-venture" comprometeu-se a investir sete mil milhões de euros para levar fibra ótica a mais de sete milhões de famílias na Alemanha num período temporal de seis anos. Os últimos dados mostram que o processo tem sido moroso e que, no fim de 2025, chegaram apenas a 500 mil habitações.

O grupo Altice possui uma dívida superior a 60 mil milhões de euros e Drahi está a explorar a venda de diversos ativos para conseguir reduzir o passivo. Drahi conseguiu, no último ano, renegociar a dívida que estava agregada à Altice France: .

A operadora francesa , que dividem os ativos da empresa sob a insígnia Altice entre si, mas o dono da empresa de telecomunicações rejeitou a última oferta de 17 mil milhões de euros. Estima-se que a divisão entre os três operadores sirva para despistar a autoridade da concorrência local. Uma análise da New Street Research, citada pelo FT em julho, aponta para uma avaliação de 21 mil milhões de euros. Entretanto, em setembro, Drahi colocou a , querendo obter 10 mil milhões de euros.

Em agosto do ano passado chegava também a indicação que Drahi tinha recebido uma proposta pela israelita Hot Mobile, chegando a um memorando de entendimento com a principal concorrente, com o valor a ficar-se pelos 557 milhões de euros. Este negócio ainda tem de passar por vários crivos até à "luz verde" final.

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