Drahi seleciona quatro candidatos para vender fibra em França por oito mil milhões
É um valor abaixo do pedido, mas o fundador francês do grupo Altice parece disponível para vender. Apenas quatro dos interessados na rede de fibra avançaram para a próxima fase, com as propostas a serem entregues até maio.
O fundador da Altice já terá encolhido a lista de candidatos que vão avançar para a compra da rede de fibra XpFibre em França. Patrick Drahi detém, através da Altice França, 50,01% desta rede, e as ofertas ficaram abaixo do valor que pediu inicialmente.
Foram, de acordo com a Bloomberg, selecionados quatro candidatos para continuarem na corrida: a DigitalBridge Group, KKR, Brookfield Asset Management e a Vauban Infrastructure Partners. O Financial Times tinha indicado que a Global Infrastructure Partners, a francesa Ardian, os australianos IFM Investors e o fundo de pensões canadiano La Caisse, mas estes não seguiram para a fase final.
As ofertas iniciais pela XpFibre avaliaram a empresa em cerca de oito mil milhões de euros, já incluindo a dívida, segundo fontes da Bloomberg.
Estes candidatos devem apresentar as propostas finais em maio, sendo que podem também considerar que a XpFibre não se insere nos respetivos portefólios. Ou seja, mesmo que as deliberações das propostas estejam atualmente em curso, o leque de interessados neste ativo da Altice pode diminuir nos próximos meses.
De recordar que Patrick Drahi estava a pedir 10 mil milhões de euros pela rede de fibra, sendo detentor de uma participação maioritária. O patrão da Altice estava a contar com a escala da rede, uma vez que a infraestrutura chega a sete milhões de habitações em França, e com a sua rentabilidade para alavancar o preço de venda. O objetivo é encaixar o maior montante possível, tentando diminuir a dívida que está a assolar as finanças da empresa.
Drahi colocou também a operadora francesa SFR à venda. Esta atraiu uma oferta de 17 mil milhões de euros em outubro do ano passado dos seus maiores concorrentes, a Bouygues Telecom, Iliad e Orange, tendo sido rejeitada por um valor ser baixo. No início deste ano, o consórcio lançou uma nova ofensiva.